Notícias | Dia a dia
Argentino leva fama de dedo-duro de corruptos
12/02/2019 às 14h40

Buenos Aires (Argentina) - Responsável por uma das histórias mais inusitadas de Roland Garros no ano passado, quando viajou mais de 1.000 km de carro para jogar o Grand Slam francês como lucky-loser, o argentino Marco Trungelliti também tem em seu currículo uma outra história marcante. Em 2015, ele foi abordado por uma máfia de apostadores, recusou a oferta que lhe foi feita e fez uma denúncia à Unidade de Integridade no Tênis (TIU).

Sua decisão acabou trazendo um efeito colateral ao tênis argentino, uma vez que as investigações da TIU encontraram ligações dos mafiosos com Federico Coria, Nicolas Kicker e Patricio Heras. Foi a partir de então que Trungelliti ficou malvisto pelos compatriotas, considerado um dedo-duro e por isso acaba sendo olhado torto em certos ambientes. Foi o que aconteceu nesta semana no ATP 250 de Buenos Aires.

“Não faz sentido jogar com a cabeça cheia de outros pensamentos, perdi a concentração aos 25 minutos”, contou o argentino em matéria publicada no La Nación. “Depois de contar a verdade, me senti mais aliviado. Mas claro que competir em casa e fora não é a mesma coisa. Eu queria ir jogar o quali no Rio de Janeiro, mas não vale a pena. Preciso ir para casa, respirar um pouco”, contou o tenista eliminado na primeira rodada do quali.

“Quero ser um exemplo do que precisa ser feito. Se eles te oferecerem para fraudar partidas como aconteceu comigo, você tem que denunciá-los. Não sou um jogador top, mas não me vendi para ninguém e só fali de mim (para a TIU)”, falou o atual 114 do mundo, que recusara uma oferta de US$ 100 mil, mais de 10% do que já somou com premiações em toda sua carreira como profissional.

Comentários
Raquete novo
Mundo Tênis