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Feitos de Federer, Nadal e Djokovic são relativizados
12/02/2019 às 11h37

Nova York (EUA) - Se entre os fãs há uma discussão acalorada para afirmar se o melhor de todos os tempos é o sérvio Novak Djokovic, o espanhol Rafael Nadal ou o suíço Roger Federer, o mesmo não vale para todos os analistas. Técnico de renome, tendo trabalhado com o norte-americano Pete Sampras e também com Federer, Paul Annacone freou um pouco a avidez pela disputa e relativizou os feitos dos três.

Atual analista do Tennis Channel, o treinador explicou em entrevista ao ESPN.com que muitos fatores mudaram no decorrer dos anos e por isso cravar que um dos três em atividade é o maior de todos os tempos pode não ser verdade. “Um dos ingredientes para o sucesso deles, além de terem incríveis qualidades, é que não precisam se ajustar muito aos diferentes tipos de pisos”, afirmou Annacone.

“No passado, a discrepância entre as superfícies abria oportunidades e criava maiores desafios. Agora, embora ainda exista muita dificuldade, a diferença de pisos é apenas mais no movimento. Antes você só deslizava no saibro, mas agora também fazem isso no piso duro, então nem mesmo o movimento tem tanta diferença”, complementou.

Para o técnico, os pisos duros do US Open e do Australian Open, que no começo dos tempos eram disputados na grama, se estabeleceram em uma velocidade de média para rápida, ao passo que a grama de Wimbledon acabou se igualando aos pisos duros. Já o saibro de Roland Garros não mudou, mas os equipamentos sim e isso permitiu uma mudança no estilo de jogo nesta superfície.

Ele ainda lembra que o australiano Rod Laver foi o único a conseguir fechar o Grand Slam em um mesmo ano, algo que fez duas vezes, e além disso ficou impossibilitado de disputar os quatro principais torneios do circuito durante seis temporadas, dos 24 aos 30 anos. Annacone deixa a entender que talvez não haja um maior de todos os tempos e sim alguns deles.

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