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Capitã brasileira destaca mudança de última hora
09/02/2019 às 11h13

Bia foi escalada para o jogo de duplas apesar de feito uma partida de 3h pouco antes

Foto: Federico Ruiz

Medellín (Colômbia) - Embora o Brasil tivesse vencido seus dois primeiros confrontos pelo Zonal Americano I da Fed Cup, no saibro colombiano de Medellín, a classificação para a final da seletiva continental só aconteceu após Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani venceram partida de duplas contra a Argentina na última sexta-feira e definirem a terceira vitória brasileira nos confrontos válidos pelo Grupo B da competição.

Um detalhe no regulamento da competição, que o difere de outras competições que adotam fases de grupos como o ATP Finals e o WTA Finals, impedia a classificação antecipada do Brasil e deixou a equipe nacional com risco de perder a primeira posição para o Chile, que tinha o melhor percentual de sets vencidos durante a semana.

Na Fed Cup, em caso de triplo empate em número de pontos não há uma exclusão do terceiro colocado em número de vitórias e aplicação do confronto direto entre os dois primeiros colocados, critério que classificaria o Brasil mesmo em caso de derrota por 2 a 1 no confronto para Argentina, que deixaria brasileiras e chilenas com seis vitórias e três derrotas na semana e as argentinas com quatro vitórias e cinco derrotas.

Para evitar a perda da liderança da chave e, consequentemente, da vaga na final, a capitã Roberta Burzagli precisou contar com força máxima na partida de duplas e Bia Haddad Maia, que já havia feito uma partida de simples com quase três horas de duração um pouco antes, teve que entrar no lugar de Gabriela Cé.

"Foi uma série muito difícil. Nós sabíamos disso. Sofremos muito e tivemos que fazer uma mudança impensável no ponto final, mas cumprimos o objetivo", disse Roberta Burzagli ao site da Fed Cup, após a vitória de Bia Haddad Maia e Luisa Stefani por 7/5 e 6/3 sobre as argentinas Catalina Pella e Jazmin Ortenzi.

Na vitória brasileira por 2 a 1 no confronto, Carolina Meligeni Aves venceu Catalina Pella por duplo 6/4, enquanto Bia Haddad Maia foi surpreendida por Victoria Bosio por 6/7 (3-7), 7/5 e 7/6 (7-4) após 2h54 de disputa. "A Carol jogou muito, taticamente e mentalmente, e conseguiu o primeiro ponto para o Brasil. No segundo jogo, a Bosio entrou sem nenhuma responsabilidade e jogou solta. A Bia ganhou o primeiro set, mas a Bosio cresceu no segundo set e ganhou no detalhe, no tie-break do terceiro set", avaliou Burzagli.

"Depois de meia hora tivemos que jogar a dupla e a Bia jogou muito bem. A Luisa também voleou muito. As duas jogaram muito bem juntas e conseguiram a vitória. A equipe toda estava incentivando elas. O Rafa Westrupp [presidente da CBT] e o Thomaz Koch também estavam aqui, dando força o tempo inteiro, então acho que isso foi um diferencial", complementou a capitã brasileira.

O Brasil enfrenta o Paraguai a partir das 13h (de Brasília) deste sábado em busca de um lugar nos playoffs para o Grupo Mundial II da Fed Cup, que acontecem nos dias 20 e 21 de abril. Técnica da ITF há mais de 15 anos, Burzagli conhece bem as adversárias Veronica Cepede e Montserrat Gonzalez, que também enfrentaram e venceram a equipe brasileira no ano passado, em Assunção.

"Nós conhecemos bem a equipe do Paraguai. A Cepede e a Montserrat viajaram comigo na equipe da ITF quando juvenis. É uma equipe forte, perdemos delas ano passado, mas agora é a revanche. Vamos entrar com pensamento positivo. A gente vem de três vitórias, elas vem de duas, então, estamos mais confiantes. Será difícil, mas se mantivermos a mesma união e confiança, temos grandes possibilidades".

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