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'Não sei até quando Wozniacki pode jogar', diz Piotr
06/02/2019 às 15h20

Treinando com o pai, Wozniacki foi número 1 e venceu o Australian Open de 2018

Foto: Arquivo

Zielona Góra (Polônia) - Após a confirmação de que Caroline Wozniacki não estará em quadra nesta semana para a disputa do Zonal Euro-Africano I da Fed Cup, na cidade polonesa de Zielona Góra, seu pai e treinador Piotr Wozniacki explicou que a filha não está em plenas condições físicas e que não sabe até quando a jogadora de 28 anos e ex-número 1 do mundo poderá se manter em atividade no circuito.

"Caroline está pronta para jogar em apenas 50% de seu nível. Isso não é suficiente para levar a competição da Fed Cup a sério", disse Piotr Wozniacki, ao portal sport.pl. "É por isso que ela teve que se retirar. Quando você representa o seu país, você quer estar 100% preparado, mas infelizmente, isso não foi possível no momento".

Wozniacki foi diagnosticada no ano passado com artrite reumatoide, uma doença autoimune que causa fadiga e inchaço das articulações. Ela está ciente do problema desde agosto e até já ganhou um título importante depois disso, no mês de outubro, em Pequim. Entretanto, a ausência na Fed Cup pode impedir Wozniacki de cumprir as regras de elegibilidade para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

"Estamos cientes desse risco, mas, por outro lado, não sabemos como será esta temporada. Não sabemos por mais quanto tempo Caroline poderá jogar tênis", comenta o pai da jogadora, que atualmente aparece no 10º lugar do ranking mundial. "Estamos em uma situação nova, com uma doença que foi diagnosticada no ano passado. Por enquanto, eu fico feliz quando minha filha possa se levantar no dia seguinte em condições de treinar".

Nascido na Polônia, Piotr também comentou sobre a decisão da sua compatriota Agnieszka Radwanska, ex-número 2 do mundo e que encerrou a carreira no fim da temporada passada com apenas 29 anos. "Eu esperava, mas ao mesmo tempo fiquei um pouco surpreso. Minha filha também joga tênis e eu sei quanto Agnieszka se sacrificou, trabalhou duro, teve disciplina e etc. Além disso, ela teve problemas de saúde por muito tempo. Ela lutou o máximo que pôde, mas essas lesões não lhe deram paz".

Piotr também falou sobre possíveis nomes da nova geração do circuito e possíveis sucessoras de Wozniacki e Radwanska na elite do tênis feminino. Isso porque a dinamarquesa de 16 anos Clara Tauson lidera o ranking mundial juvenil e foi campeã do Australian Open na categoria, enquanto a polonesa Iga Swiatek venceu o título juvenil d Wimbledon no ano passado.

"São dois tipos diferentes de jogadoras. É normal que os fãs e os jornalistas queiram comparar, mas Iga está no começo, e Iśka [Agnieszka Radwańska] escreveu seu nome na história do tênis polonês. Acho que os poloneses vão entender em poucos anos que eles realmente tiveram uma jogadora de classe mundial e por muitos anos eles puderam apoiá-la", avaliou o treinador. "Como no caso de Iga e Iśka, nós também lidamos com duas jogadoras completamente diferentes. Tauson é fortemente construída e jogando diferente de Caroline, que sempre foi famosa por seu estilo defensivo. Os torcedores na Dinamarca têm grandes esperanças de que essa jovem jogadora seja o futuro do tênis e que isso aconteça".

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