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Egípcio conta como suborno custou sua carreira
06/02/2019 às 14h26

Karim Hossam chegou a ser 11º no juvenil

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Um dos problemas mais combatidos atualmente no circuito do tênis mundial, principalmente nos eventos menores, a manipulação de resultados tem rendido cada vez mais penas e multas aos jogadores pegos. Um exemplo é o egípcio Karim Hossam, que se envolveu em um esquema de apostadores e acabou sendo banido do esporte.

Em entrevista à BBC, o ex-tenista contou sua história e como entrou nesse mundo e se associou a uma quadrilha de manipulação de resultados tudo começando por causa de um suborno de US$ 1.000. Sua história começou em 2013, no future de Sharm el-Sheik, quando um outro jogador se aproximou dele com a oferta de perder o jogo.

O egípcio falou que o mesmo tenista já o havia abordado antes com a oferta, mas naquela vez ele preferiu decliná-la. Na segunda vez Hossam acabou aceitando. “Eu queria experimentar porque nunca tinha feito isso antes, achei que o cara estava mentindo para mim, nem sabia que algo assim existia”, explicou o atleta de 24 anos.

Para perder sua partida, Hossam recebeu US$ 1.000 logo no ato. Precisando de dinheiro para bancar a carreira e sem poder contar mais com o dinheiro da família para viajar o mundo jogando, o egípcio aceitou o suborno no momento e depois continuou fraudando os jogos, às vezes perdendo apenas um set e outras vezes a partida.

“Não podia pagar as despesas da minha carreira e meu pai já não podia me dar mais dinheiro porque ele também tinha que ajudar meu irmão”, falou o ex-tenista profissional, que em 2018 foi banido do esporte e multado em US$ 15.000 por 16 infrações em torneios entre 2013 e 2017, envolvido com uma máfia de apostas do norte da África.

Hossam se ofereceu para colaborar com as autoridades e dar maiores informações, mas mesmo assim não evitou ser banido. “Eu disse tudo o que sabia. Tenho mais de 17 anos jogando tênis, recebi essa pena pelo resto da vida e não ganhei nada em contrapartida”, encerrou o egípcio que não passou do 337º lugar na ATP, mas que chegou a ser 11º no juvenil.

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