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Djoko encurta pontos e trilha caminho para sucesso
04/02/2019 às 12h53

Djokovic se deu melhor nos pontos mais curtos

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - Membro do time do sérvio Novak Djokovic, o analista de dados Craig O'Shannessy explicou em matéria divulgada no site da ATP um dos segredos do sucesso do número 1 do mundo: vencer o máximo possível dos pontos mais curtos (definidos em até quatro bolas).

O'Shannessy prova estatisticamente que são esses pontos mais rápidos os mais importantes na partida justamente por serem os que têm maior frequência. No último Australian Open, 70,4% dos pontos foram definidos em até quatro bolas, contra 19,6% entre cinco e oito trocas e apenas 10% com mais de nove.

Ao comparar com os números do mesmo torneio quatro anos antes, nota-se um leve crescimento dos pontos mais curtos, que em 2015 eram 69,6%, frente a 20,1% de pontos entre cinco e oito bolas e 10,2% com mais de nove. Enquanto o primeiro subiu sua porcentagem, os outros dois diminuíram.

“Não faz sentido treinar jogar pontos longos durante 90% do tempo, quando na verdade eles representam apenas 10% dos pontos disputados em uma partida”, explicou o analista de desempenho que trabalha para o sérvio.

“Cada partida começa como uma batalha de 50-50, mas você nota que aquele que vence mais os pontos curtos costuma se dar muito melhor”, avalia O'Shannessy, mostrando que quem leva a melhor em disputas de até quatro bolas fica com a vitória em 85% dos casos, contra apenas 62% de quem leva a melhor em mais de nove trocas.

Segundo o analista, Djokovic foi fiel aos dados e buscou levar vantagem nos pontos rápidos, faturando 112 pontos a mais nesta disputa do que os rivais (venceu 422 ao todo e perdeu 310). “Os dados de partida criarão uma mudança de paradigma com a forma como avaliamos o que realmente acontece em uma partida. Este novo aprendizado influenciará fortemente os treinos”, finalizou.

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