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Para Wilander, Murray não deveria jogar na Austrália
30/01/2019 às 18h05

Ex-número 1 coloca Murray entre os 20 maiores da história

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - A participação de Andy Murray no último Australian Open foi um erro, na opinião de Matts Wilander. O ex-número 1 do mundo e vencedor de sete títulos de Grand Slam acredita que o britânico tinha ciência de que não estava nas melhores condições físicas para disputar o torneio. Murray está em sua temporada de despedida do circuito, depois de lidar com uma lesão no quadril nos últimos dois anos, e caiu ainda na estreia em Melbourne, em duelo de cinco sets contra o espanhol Roberto Bautista Agut.

"Parece que a pressão o intimidou a sentir que ele tinha que tomar uma decisão que ele não queria. Acho que ele sentiu que precisava jogar em vez de se afastar e limpar a cabeça", disse Wilander ao site Tennis 365. "O erro para mim é que claramente ele não estava mentalmente pronto. Acho que ele se sentiu intimidado, porque seria uma história incrível ter o Big Four reunido em um torneio de novo, mas ele não estava em seu melhor nível".

Murray realizou uma segunda cirurgia no quadril na última segunda-feira, praticamente um ano depois da primeira operação. A esperança do britânico é estar em condições de jogar em Wimbledon, em junho, além de melhorar sua qualidade de vida e realizar normalmente algumas atividades cotidianas que vinham causando muita dor. Até por conta disso, Wilander acha improvável que Murray possa retomar a carreira profissional no futuro.

"Uma volta de Murray após a cirurgia não me parece realista", avalia o sueco. "Eu acho que o jogo dele está ficando um pouco atrasado. Ele não poderá jogar do jeito que fazia no passado porque esses caras vão atropelá-lo. Pode haver dias em que ele vença uma ou duas partidas por causa dos erros não-forçados dos outros caras, mas haverá muitos dias em que ele se sentirá superado porque os outros caras o dominam. Eu conheço esse sentimento".

Apesar do prognóstico negativo, Wilander reconhece o lugar de Murray entre os grandes nomes da história do esporte. O britânico de 31 anos acumulou três títulos de Grand Slam, sendo dois em Wimbledon e um no US Open, foi bicampeão olímpico em 2012 e 2016, além de liderar o ranking mundial por 41 semanas entre 2016 e 2017.

"Ele é um dos 20 melhores tenistas de todos os tempos, sem qualquer dúvida. Suas duas medalhas olímpicas e títulos Grand Slams coincidindo com três grandes jogadores [Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic] fazem dele um bom merecedor para estar nesta posição. Ele vem sofrendo com lesões, mas tenho certeza que ele teria conseguido mais títulos se mantivesse o ritmo que tinha no final de 2016".

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