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Djokovic lamenta lesão de Nishikori e já mira Pouille
23/01/2019 às 14h07

Sérvio liderava a partida por 6/1 e 4/1 quando o japonês abandonou

Foto: Ben Solomon/Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Depois de disputado uma rápida partida pelas quartas de final do Australian Open, Novak Djokovic lamentou o fato de Kei Nishikori não poder atuar em suas melhores condições nesta quarta-feira. O sérvio ficou em quadra por apenas 52 minutos e liderava o placar por 6/1 e 4/1 antes de o japonês abandonar a partida por lesão na coxa direita.

"Não era o dia ele. Eu realmente sinto muito por vê-lo sentindo dor. Ele sofreu graves lesões nos últimos dois anos", disse Djokovic, que lembrou o fato de Nishikori ter disputado três partidas de cinco sets. "Tenho certeza de que ele não está feliz em encerrar sua participação em um Grand Slam dessa maneira, mas ele teve alguns jogos muito longos neste torneio que provavelmente afetaram seu corpo".

"É difícil julgar o que o afetou psicologicamente esta noite, porque fisicamente era óbvio ele estava lesionado", avaliou o número 1 do mundo, que agora lidera o retrospecto contra Nishikori por 16 a 2. "Eu venci a maioria dos nossos jogos um contra o outro, mas ele ainda é um top 10 por muitos anos e muito experiente nos grandes palcos. Ele já venceu os melhores jogadores nos grandes torneios e sabia que se ele estivevesse em forma, lutaria muito e obviamente ia querer ganhar".

Seis vezes campeão no Australian Open e vencedor de 14 títulos de Grand Slam, Djokovic se prepara para enfrentar o francês de 24 anos Lucas Pouille, em confronto inédito no circuito. Ex-top 10 e atual 31º do ranking, Pouille nunca havia chegado tão longe em um Grand Slam. "É engraçado que vamos jogar pela primeira vez um contra o outro. Nós já treinamos juntos muitas vezes e nos conhecemos há muito tempo".

"Sempre achei que ele é um ótimo jogador. O que ele fez neste torneio é fantástico, ele ganhou contra alguns dos melhores jogadores do mundo como Milos Raonic e Borna Coric", citou o sérvio sobre a campanha de seu próximo adversário. "Ele pode não ter sido consistente no último ano, mas com a qualidade do tênis que ele possui, merece ser top 15, ou talvez o top 10 do mundo. Ele tem um grande potencial, não há dúvida sobre isso".

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