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Murray desiste de torneios e considera cirurgia
18/01/2019 às 07h29

Britânico não jogará em Marselha, Dubai e Montpellier

Foto: Arquivo

Marselha (França) - A turnê de despedida de Andy Murray no circuito fica cada vez mais curta. Ainda sofrendo com dores no quadril e com a expectativa de poder competir em Wimbledon, o britânico decidiu desistir de três torneios que acontecerão no mês de fevereiro, em Montpellier, Marselha e Dubai.

A organização do ATP 250 de Marselha, que será disputado entre os dias 18 e 24 de fevereiro em quadras duras e cobertas, divulgou nesta sexta-feira um comunicado do ex-número 1 do mundo formalizando sua desistência. Horas depois, diversos veículos de imprensa britânicos confirmaram que Murray não atuará em outros dois eventos.

"É difícil, mas não tenho escolha. Estava muito ansioso por voltar a Marselha, onde ganhei o torneio em 2008. Este título, um dos primeiros da minha carreira, continua a ser uma excelente memória", afirmou Murray, que só disputou o evento francês uma vez na carreira e foi campeão.

O diretor do torneio Jean-François Caujolle manifestou apoio ao vencedor de três títulos de Grand Slam. O convite que antes iria ao britânico será cedido ao tcheco Tomas Berdych. "Eu sinto muito por ele. É triste ver um jogador tão bom, e também uma pessoa que eu gosto muito, passando por momentos tão difíceis. Desejo que ele seja capaz de superar este episódio para voltar às quadras terminar sua carreira em seus próprios termos. Ele merece".

Murray ficou onze meses sem jogar, entre julho de 2017 e junho último, por conta de lesão no quadril. O britânico passou por uma cirurgia em janeiro do ano passado, mas relata que ainda convive com dores. Há uma semana, em Melbourne, anunciou que este será seu último ano como jogador profissional e que pretende se despedir das quadras em Wimbledon, no mês de julho.

O ex-número 1 do mundo chegou a disputar uma partida de cinco sets contra Roberto Bautista Agut na primeira rodada do Australian Open e deixou em aberto a hipótese de passar por uma segundo cirurgia. A possível nova operação visaria dar mais qualidade de vida ao britânico para realizar atividades cotidianas e não oferece nenhuma garantia de que ele poderá voltar a jogar profissionalmente.

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