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Bia destaca nível de treinos nos EUA: 'Sou mais uma'
25/12/2018 às 16h50

Bia começará a temporada jogando em Auckland

Foto: Arquivo

Bradenton (EUA) - Depois de ter sofrido com lesões e falta de ritmo ao longo de 2018, Beatriz Haddad Maia decidiu fazer a parte final de sua pré-temporada nos Estados Unidos. A número 1 do Brasil e atual 185ª do ranking está treinando na Flórida e destacou o alto nível das duas últimas semanas de preparação para 2019.

"Aqui tem muitas meninas que jogam no circuito profissional. Tem pelo menos umas vinte meninas com estilos de jogo diferentes e que estão entre as 100 ou 150 melhores do mundo e isso facilita muito para a gente pegar ritmo", disse Beatriz Haddad Maia, em entrevista à rádio Band News FM. Ela começa sua temporada pelo WTA de Auckland e depois disputará o qualificatório do Australian Open.

"Isso é algo que não tem muito no Brasil, um centro com várias meninas juntas. Quando eu chegar nos torneios já estarei mais adaptada", comenta a paulistana, que iniciou seu período de preparação ainda em novembro, em Florianópolis. "Aqui, a gente se ajuda. Nós treinamos juntas e muitas dessas meninas vão para os mesmos torneios que eu. Então, a gente passa o ano inteiro competindo umas contra as outras, mas nessa época ficamos um pouco mais próximas".

Bia voltará a Melbourne, onde conseguiu em 2018 o feito de ser a primeira brasileira desde Maria Esther Bueno em 1965 a conseguir uma vitória pela chave principal do Australian Open. "A Maria Esther fez muito mais do que isso, ela fez história no país, e poder ser uma das brasileiras que pôde fazer parte disso, mesmo que seja uma rodada de Slam é muito especial".

"Fico feliz, mas tenho os pés no chão de que isso é uma coisa normal para quem trabalha com o tênis. Lá fora, quantas meninas da minha idade passam rodadas e rodadas em Grand Slam...", comenta a jovem jogadora de 22 anos. "Às vezes no Brasil a gente perde a noção do nível, mas aqui eu sou mais uma que está entrando entre as 200 do mundo. Fico muito tranquila por estar no caminho certo, mas não é algo que eu comemoro e falo: 'Ah, tá bom'. Eu sempre busco coisas maiores".

Depois de ter alcançado o 58º lugar do ranking em setembro do ano passado e repetido essa marca em fevereiro, Bia sofreu com lesões no punho esquerdo e nas costas e chegou a fazer uma cirurgia para sanar as dores de uma hérnia de disco lombar, que a deixou sem jogar entre maio e agosto. Durante o período em que ficou afastada das competições, a canhota paulista decidiu mudar sua base de treinamentos do Rio de Janeiro para Florianópolis.

"Foi um ano diferente, porque passei por cirurgia e perdi muitas primeiras rodadas. Então foi um ano difícil de pegar ritmo e conseguir fazer vários jogos seguidos. Minha confiança acabou ficando um pouco mais baixa, mas foi um ano positivo. Aprendi bastante, fiz mudanças na minha equipe para dar mais um passo e continuei meu dia a dia da mesma forma de sempre".

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