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'Eu poderia vencer Federer, Nadal e Djoko', diz Rios
25/12/2018 às 11h07

Para Rios, circuito da década de 1990 era mais equilibrado que o atual

Foto: Arquivo

Mostazal (Chile) - A passagem de Marcelo Rios pelo Chile segue dando o que falar. De volta a seu país de origem para a disputa de uma exibição, o ex-número 1 do mundo falou ao jornal chileno Emol que poderia vencer Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic se fosse contemporâneo desses jogadores.

A questão foi proposta por conta de uma frase já antiga do chileno, que se dizia capaz de derrotar Nadal, e se ele se consideraria apto a enfrentar também o sérvio ou o suíço. "Eu acredito que sim. Eu daria muito trabalho para eles. Hoje apenas quatro jogadores são bons, mas antes eram muitos. Tínhamos o Pete Sampras, Andre Agassi, Thomas Muster, Goran Ivanisevic, Michael Chang, Todd Martin, Thomas Enqvist, os suecos e os tchecos".

"O tênis era muito mais competitivo antes. Hoje são sempre as mesmas meninas que ganham, e entre os homens é quase impossível que um número 300 do mundo ganhe do Federer", acrescentou o canhoto chileno, que chegou à liderança do ranking mundial em 1998, ano em que vice-campeão do Australian Open.

Embora nunca tenha conquistado um título de Grand Slam, Rios se orgulha da carreira que construiu. "Minha carreira foi curta e talvez, se tivesse seguido e me preparado fisicamente, acho que teria vencido um Grand Slam. Mas também não perco o sono. Foi uma bola carreira, estou feliz com o que fiz".

Na última sexta-feira, Rios venceu uma partida amistosa contra o equatoriano Nicolas Lapentti por 6/4, 5/7 e 11-9. Atualmente morando nos Estados Unidos, o chileno completará 43 anos em janeiro e planeja voltar a jogar profissionalmente. Ele garante que não quer mais viajar pelo circuito, mas receber convite para um challenger e ser capaz de vencê-lo para se tornar o jogador mais velho a conquistar um título como profissional.

Outra declaração de Rios que repercutiu nos últimos dias foi sobre ele rechaçar uma indicação do Hall da Fama. Em entrevista ao jornal La Tercera, ele disse. "O que os gringos pensam não importa para mim. Federer disse que eu deveria estar, então eu me considero um membro do Hall da Fama, porque Federer é de longe o melhor da história".

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