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Aos 43, Rios quer voltar a jogar profissionalmente
20/12/2018 às 10h52

Rios quer disputar um challenger no começo de 2019 e treina para ser campeão

Foto: Arquivo

Mostazal (Chile) - Prestes a completar 43 anos e aposentado do circuito desde abril de 2004, Marcelo Rios quer voltar a jogar profissionalmente. Ex-número 1 do mundo, o chileno treina forte para uma exibição que fará em seu país na sexta-feira contra o equatoriano Nicolas Lapentti, mas pensa um pouco mais longe. Rios, que mora nos Estados Unidos, busca um convite para disputar e vencer um torneio de nível challenger.

"Eu preparei muito. Perdi 12 quilos e estou quase no peso que tinha quando jogava. Estou contente", disse Rios, em entrevista ao jornal La Tercera. "Eu estabeleci uma meta, o que me motiva. Minha ideia é jogar novamente um challenger nos Estados Unidos, no dia 7 de janeiro".

"Eu não quero voltar ao circuito, nem viajar mais, mas quero competir em um challenger e ser capaz de vencer, fazer história e ser o jogador mais velho a vencer um torneio profissional. Eu pedi ajuda para obter um convite", explica o canhoto chileno, que foi número 1 do mundo em 1998, ano em que foi vice-campeão do Australian Open.

"É uma loucura que me ocorreu, mas é um challenger, não um ATP, que eu sei que não sou capaz de jogar. É só para me sentir vivo. Aos 43 anos, eu não sou o mesmo. Contra meninos de 20 anos a diferença é nítida, porque eles são muito fortes e fisicamente muito preparados", complementa Rios, que fará 43 anos no dia 26 de dezembro.

A intenção do ex-líder do ranking mundial é atuar no challenger de Columbus, que começa no dia 7 de janeiro. Se não for possível, outra opção é jogar o challenger de Cleveland na semana seguinte. "Muitas coisas podem acontecer entre agora e 7 de janeiro. Eu treino muito e posso me machucar. Às vezes não percebo que vou fazer 43 anos e sou muito exigente, mas queria fazer história. Imagine ganhar um Challenger aos 43 anos de idade. É bonito. E eu me sinto qualificado para fazer isso".

Primeiro sul-americano a liderar o ranking mundial, Rios foi perguntado sobre o fato de nunca ter sido lembrado para o Hall da Fama do tênis e citou ter um reconhecimento que julga ser muito mais especial. "As pessoas me perguntam se eu acho que merecia estar no Hall da Fama, porque Federer havia dito que eu deveria estar. Respondi que o que os gringos pensam não importa para mim, mas com Federer tendo me escolhido, eu me considero um membro do Hall da Fama, porque Federer é de longe o melhor da história".

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