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'Não podia mostrar fraqueza', relembra Wozniacki
12/12/2018 às 17h22

Dinamarquesa lembra da pressão que sofria antes do primeiro Slam

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Durante muito tempo, Caroline Wozniacki precisou conviver com a pressão e a expectativa por ter sido número 1 do mundo muito antes de conquistar seu primeiro título de Grand Slam. A dinamarquesa de 28 anos e atual terceira colocada chegou ao topo do ranking pela primeira vez em outubro de 2010, com apenas 20 anos, e só realizou o sonho da primeira grande conqusita em janeiro deste ano na Austrália.

"Você nunca pode mostrar vulnerabilidade. Você nunca pode dizer: Não estou me sentindo bem'", disse Wozniacki, em entrevista à revista Vogue. "Todos os dias eu era perguntada: Você é a número 1, mas nunca ganhou um Grand Slam. Você acha que merece isso?"

"O que eu deveria dizer? O que eu deveria pensar? "Eu subi muito rapidamente no ranking. Então comecei a me perguntar: eu sou boa o suficiente? Isso é sorte?", avalia a dinamarquesa, que totaliza 71 semanas como número 1 do mundo, das quais apenas quatro foram após a conquista de seu primeiro Grand Slam.

Na primeira de suas três passagens pelo topo do ranking, Wozniacki alcançou o número 1 com uma vitória sobre Petra Kvitova pelas oitavas de final do WTA Premier de Pequim em 2010 e realizou um de seus sonhos de infância. Mas no dia seguinte, já precisou a voltar à quadra de treino.

"Meu pai dizia: 'Mexa os pés!' E eu respondia: Sou a número 1 do mundo e nada mudou?' Então, ele disse: 'O que você esperava?'", comenta a experiente jogadora, que já passou por diferentes técnicos ao longo da carreira, mas sempre teve a companhia do pai e treinador, Piotr, na equipe.

Wozniacki está noiva do ex-jogador de basquete David Lee, que fez parte do elenco na vitoriosa campeã do Golden State Warriors em 2015, e estabelece metas mais curtas e pontuais para e essa fase da carreira, sempre para o próximo mês ou o próximo torneio. "Quero ser uma boa noiva, uma boa filha e uma ótima tenista. Não consigo pensar muito na frente. Neste momento, eu mantenho objetivos curtos."

Depois de disputar seu último jogo na temporada, no WTA Finals, Wozniacki revelou ter sido diagnosticada com artrite reumatoide e diz saber do problema desde antes do US Open, em agosto. Quando começou a sentir os sintomas, ela conta que havia acordado em uma manhã e não conseguia levantar os braços para atividades triviais como escovar os dentes ou pentear o cabelo, além de sofrer com fadiga e inchaço nas articulações.

"Para mim foi importante saber que posso lidar com isso e ainda posso ser um grande atleta", disse a dinamarquesa, que conquistou em outubro um título de expressão no Premier de Pequim. "Você acha que é a mais saudável e a mais forte e não acha que algo como isso pode acontecer com você. Mas a doença não discrimina. Não importa se você é jovem, velho, saudável ou não".

O início da temporada de Wozniacki será em Auckland, na primeira semana de 2019. Depois disso, a dinamarquesa terá uma semana de treinamentos para tentar a defesa do título do Australian Open. O primeiro Grand Slam da nova temporada começa em 14 de janeiro.

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