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Para preparador, Vajda é peça-chave de Djokovic
09/12/2018 às 10h20

Djokovic voltou a trabalhar com Vajda e Gritsch em maio deste ano

Foto: Arquivo

Viena (Áustria) - Um dos segredos para a retomada dos bons resultados de Novak Djokovic foi voltar a trabalhar ao lado da equipe com quem teve seus melhores resultados. Para o preparador físico Gebhard Gritsch, que trabalhou com o sérvio entre 2009 e 2017 e voltou ao time em maio deste ano junto com o técnico Marjan Vajda, trazer o antigo treinador foi peça-chave na recuperação do atual número 1 do mundo.

Em entrevista ao portal austríaco Kurier, Gritsch foi perguntado sobre qual o segredo para um segundo semestre tão forte de Djokovic e fez questão de creditar a volta do antigo técnico. "Marian Vajda é um grande treinador e um cara descontraído. Eu sou mais como o cérebro mais calmo da equipe. Creio que encontramos uma boa combinação para todos as variáveis que compõem um profissional de sucesso".

"Nós trabalhamos muito duro e duro em tudo. Mas acima de tudo, ele encontrou o foco novamente. Novak sabia que precisava investir mais nisso e ele fez. Ele sabia que, se quisesse quebrar recordes, teria que fazê-lo em breve, já que ele está com 31 anos", avalia o preparador de 61 anos, sobre o ótimo momento do sérvio no circuito.

Gritsch comentou sobre as razões que fizeram a equipe se separar em junho do ano passado. "Com tantos anos, semanas, dias e horas juntos, nós estávamos todos estressados ​​e esgotados. E então, houve erros que ele fez. Em 2016, ele mobilizou todas as forças para vencer Roland Garros e, assim, alcançar o Career Slam. Depois disso, ele teria que descansar por alguns meses".

Djokovic chegou a ocupar o 22º lugar do ranking em maio, quando Vajda e Gritsch, mas conseguiu retomar a confiança com títulos em Wimbledon, US Open, e nos Masters 1000 de Cincinnati e Xangai, além de ser vice-campeão no ATP 500 de Queen's, no Masters de Paris e no ATP Finals, encerrando uma temporada na liderança do ranking pela quinta vez na carreira.

"Algumas semanas depois da nossa reunião, ele me perguntou quando teria outra chance. O objetivo foi então o US Open. Ele foi bem em Paris. Mas então ele veio para Wimbledon e imediatamente teve um sentimento sensacional. O jogo na grama está dentro dele, ele se move bem, e se sente muito bem. E assim a força mental veio novamente".

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