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Austrália estuda adotar tiebreak no último set
04/12/2018 às 16h49

Partidas longas, como a entre Halep e Davis em 2018, seriam definidas por tiebreak

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - Meses depois de Wimbledon anunciar uma nova política para reduzir o tempo de duração de seus jogos, o Australian Open também pode seguir o exemplo e adotar um tiebreak no último set das partidas. A ideia é instituir um super tiebreak de até dez pontos quando o último set (terceiro para mulheres e quinto dos homens) estiver empatado por 6/6.

De acordo com o jornal britânico The Times, a organização do Grand Slam australiano já obteve permissão para implementar o no sistema de pontuação e atletas serão consultados para saber se a nova regra já passa a valer a partir da edição de 2019, que começa no dia 14 de janeiro. Há possibilidade de o sistema ser testado apenas no qualificatório e no torneio juvenil do ano que vem antes de ser colocado em prática na chave principal de 2020.

Caso a nova regra seja aprovada, cada um dos quatro Grand Slam terá um sistema único de definição das partidas que chegam ao último set empatadas por 6/6. Os australianos utilizariam o tiebreak até dez pontos, Roland Garros irá manter a tradição do set longo (que é utilizada atualmente também em Melbourne), Wimbledon terá o set longo até o empate por 12/12 antes de um eventual tiebreak, enquanto o US Open já parte para um tiebreak convencional após o 6/6.

Além de buscar reduzir a duração das partidas, a organização do Australian Open não quer ver seus principais jogos das sessões noturnas começando ou terminando muito tarde. É comum, especialmente na primeira semana do torneio, que algumas partidas sejam iniciadas por volta de meia-noite e encerradas já durante a madrugada com estádios praticamente vazios.

Em 2008, por exemplo, a partida entre Lleyton Hewitt e Marcos Baghdatis terminou às 4h33 da manhã (horário local) e tem o recorde de jogo que acabou mais tarde em um Grand Slam. Um recorde que pode ficar para eternidade é o de quinto set mais longo da história do torneio, vencido por Ivo Karlovic sobre Horacio Zeballos na primeira rodada de 2017 por 22/20.

Caso aprovada, a mudança também deixaria as partidas femininas do Australian Open muito parecidas com as dos demais torneios do circuito da WTA durante o ano. Duelos como o de 4h44 entre Francesca Schiavone e Svetlana Kuznetsova nas oitavas de final de 2011, vencido pela italiana com 16/14 no terceiro set, ou a vitória de Simona Halep sobre a norte-americana Lauren Davis na terceira rodada de 2018, que durou 3h45 e terminou 15/13 na última parcial, terminariam em tiebreaks.

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