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Murray condena piada sexista na Bola de Ouro
04/12/2018 às 14h13

Britânico manifestou sua indignação pelas redes sociais

Foto: Reprodução/Instagram

Londres (Inglaterra) - Mais uma vez, Andy Murray expôs seu posicionamento a favor das mulheres no esporte. Entusiasta não apenas do tênis feminino, mas também de outras modalidade praticadas pelas mulheres, o britânico condenou uma piada feita com a jogadora de futebol norueguesa Ada Hegerberg durante a premiação da Bola de Ouro, do jornal francês L'Equipe.

Primeira mulher a receber o tradicional troféu desde o desmembramento dessa premiação em relação à FIFA, Hegerberg foi perguntada pelo apresentador do evento, o DJ Martin Solveig, se ela sabia rebolar. Constrangida, a jogadora de apenas 23 anos e que atua no Lyon apenas respondeu com um "Não".

Murray utilizou as redes sociais para condenar a atitude do apresentador. "Mais um exemplo do ridículo sexismo que ainda existe no esporte", escreveu o britânico em seu perfil no Instagram. "Por que as mulheres ainda têm que aguentar essa m...? Quais perguntas eles fizeram ao Mbappé ou ao Modric? Eu imaginaria que é algo sobre futebol".

"E para quem acha que as pessoas estão exagerando e que isso era apenas uma piada, isso não é. Estou envolvido no esporte durante toda minha vida e o nível de sexismo é surreal", acrescenta o tenista de 31 anos e que é pai de duas meninas.

Historicamente, Murray tem se posicionado a favor das mulheres no esporte. Ele sempre reitera seu posicionamento a favor de premiações iguais para homens e mulheres nos grandes torneios, teve a ex-número 1 do mundo Amelie Mauresmo como treinadora entre 2015 e 2016, além de fazer comentários e opiniões sobre partidas femininas e jogadoras em entrevistas e em suas redes sociais. Fora do tênis, Murray também é um mentor nas carreiras de duas promessas britânicas do atletismo, as corredoras gêmeas de 21 anos Shannon e Cheriece Hylton.

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