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Wozniacki se orgulha após superar ano difícil
03/12/2018 às 18h53

Mesmo sofrendo com lesões, Wozniacki fechou o ano como número 3

Foto: Arquivo

Monte Carlo (Mônaco) - Embora tenha passado toda a temporada no top 5 do ranking mundial, Caroline Wozniacki sente que teve um ano de muitos desafios e dificuldades, especialmente por conta de problemas físicos. Até por isso, a atual número 3 do mundo se orgulha de ter superado tantas adversidades ao longo de 2018.

Wozniacki conquistou seu primeiro Grand Slam em janeiro, na Austrália e ainda venceu de fortes torneios de nível Premier em Eastbourne e Pequim, mas também sofreu com lesões e eliminações precoces. Depois de seu último jogo na temporada, no WTA Finals, revelou ter sido diagnosticada com artrite reumatoide e diz saber do problema desde antes do US Open, em agosto.

"Definitivamente foi um ano difícil. Tentei aproveitar o bom momento o máximo que pude", disse Wozniacki ao site da WTA. "Acho que posso estar orgulhosa da forma como lidei com as adversidades e como lidei com muitas coisas este ano", avalia a jogadora de 28 anos.

A respeito da conquista mais importante de sua carreira em Melbourne, Wozniacki destaca o equilíbrio entre seu estado emocional e o bom nível de tênis como peça-chave para o título do Australian Open. Ainda na segunda rodada do torneio, ela teve que salvar dois match points e reverter um 5/1 no terceiro set contra a croata Jana Fett. "Foram duas semanas incríveis. Sinto que tudo se encaixou. Fora de quadra eu estava muito feliz e meu jogo estava encaixando. Essa combinação e a energia positiva que tive na Austrália definitivamente me ajudaram a ganhar o troféu".

A ex-líder do ranking também fez questão de ressaltar a vitoriosa parceria que tem ao lado do pai e treinador, Piotr Wozniacki. "Eu não estaria onde estou hoje sem o apoio do meu pai e sem ele me ajudar durante toda a minha carreira. O tênis é um esporte individual e muito solitário, então é realmente incrível ter minha família por perto. Significa muito".

Durante o WTA Finals, em Cingapura, o pai da tenista também se manifestou. "Temos uma conexão muito boa há tantos anos, mas falo para todo mundo para que não sigam por isso, porque não é fácil", comenta Piotr, que jogou futebol profissionalmente antes de se dedicar ao tênis. "O aspecto mental é 70% do jogo. Todo mundo pode bater um forehand e um backhand, mas a saúde é muito importante".

Irmão mais velho da jogadora, Patrik Wozniacki está com 32 anos e acompanhou de perto a carreira da jogadora até o ano passado, quando se tornou pai. "Eu nunca vi ninguém treinar tão duro e ser tão dedicada a seu esporte quanto a Caroline. Mesmo no circuito da WTA, em que as meninas treinam duro, eu nunca vi ninguém treinar tanto quanto ela".

"Desde que éramos crianças, nós aprendemos que se quiséssemos alcançar algo, nós precisíramos fazer por merecer. Nada vem fácil assim e se você não se dedicar você não alcança os objetivos. Isso é o que nós adquirimos de nossos pais de desde crianças", complementa o irmão da número 3 do mundo.

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