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Ano tem queda de Bia e só 3 títulos de brasileiras
28/11/2018 às 07h40

Bia sofreu com lesões e caiu do 65º para o 188º lugar do ranking

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

O ano de 2018 foi de poucas alegrias para o tênis feminino brasileiro. Além das lesões e da queda no ranking de Beatriz Haddad Maia, principal jogadora do país na atualidade, as demais representantes nacionais comemoraram apenas três títulos de simples em torneios ITF de US$ 15 mil, que oferecem pontuação e premiação mínima no circuito profissional.

Bia Haddad Maia teve 11 vitórias e 19 derrotas em chaves principais de torneios da WTA ou ITF na temporada e seu principal resultado foi conqusitado no início de novembro, quando jogou a final do ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas. No entanto, a canhota de 22 anos só conseguiu vencer dois jogos seguidos em dois torneios na temporada.

Depois de ter alcançado o 58º lugar do ranking em setembro do ano passado e começado o ano na 65ª posição, Bia repetiu seu recorde pessoal em fevereiro, mas depois sofreu com lesões no punho esquerdo e nas costas. Ela chegou a fazer uma cirurgia para sanar as dores de uma hérnia de disco lombar, que a deixou sem jogar entre maio e agosto. Eliminada na estreia em sete dos últimos oito torneios que disputou em 2018, ela aparece atualmente na 188ª colocação.

Outro fato importante no ano de Bia foi a mudança em seu lugar de treinamento. Depois de quase três anos treinando no Rio de Janeiro, a paulistana decidiu voltar a Santa Catarina, onde já treinou no início de sua carreira profissional. Apesar da mudança de casa, o argentino German Gaich continua sendo o técnico da tenista número 1 do Brasil.

Também em 2018, Teliana Pereira marcou sua volta às quadras. Vencedora de dois troféus de nível WTA, conquistados em Bogotá e Florianópolis em 2015 e ex-número 43 do mundo, a pernambucana de 30 anos havia feito uma pausa na carreira em junho do ano passado para tratar de assuntos pessoais e de uma lesão no cotovelo direito e voltou ao circuito em fevereiro. Teliana chegou a fazer pré-temporada em Barcelona, com Leo Azevedo, mas voltou a sofrer com lesões no cotovelo e na mão e conseguiu apenas seis vitórias em 2018, caindo do 352º para o 629º lugar do ranking.

Apenas três atletas nacionais comemoram títulos em simples. A primeira foi a jovem paulista de 19 anos Thaísa Pedretti, que venceu no saibro argentino de Villa del Dique em abril. Já no mês de agosto, a campineira de 28 anos Paula Gonçalves venceu um torneio na cidade italiana de Cuneo. A última conquista de uma brasileira veio em setembro, com a canhota gaúcha de 25 anos Gabriela Cé, no piso duro de Luque, no Paraguai.

No ranking, as paulistas Carolina Meligeni Alves e Luisa Stefani atingiram neste mês de novembro seus recordes pessoais. Carol, de 22 anos, começou o ano como 431ª colocada e chegou ao 355º posto, ocupando atualmente o 364º lugar. Já Stefani subiu do 567º para o atual 527º lugar ao longo da temporada, chegando a ser 520ª do mundo na semana passada. Gabriela Cé, que jogou quatro finais de ITF no ano, subiu do 403º para o 386º lugar, mas ainda está distante do 225º posto, alcançado em 2014.

Nathaly Kurata e Thaísa Pedretti chegaram a ter os melhores rankings de suas carreiras ao longo do ano, mas terminam 2018 abaixo das marcas que conquistaram ao final de 2017. Kurata era 471ª e agora é 488ª, enquanto Pedretti caiu do 573º para o 579º lugar. Laura Pigossi sofreu um dura queda do 402º para o 688º lugar, enquanto Paula Gonçalves foi da 402ª para o 483ª posição. Lembrando que a partir de 2019, os pontos obtidos em torneios de US$ 15 mil deixarão de valer para o ranking da WTA e passam a contar para um novo ranking a ser criado pela ITF.

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