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Guga: 'Zverev pode desbancar a geração galáctica'
27/11/2018 às 09h05

Guga entregou a taça do Finals para Zverev

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - A atuação de Alexander Zverev no ATP Finals, em que derrotou o suíço Roger Federer nas semifinais e depois superou o sérvio Novak Djokovic na decisão deixou o catarinense Gustavo Kuerten, que foi homenageado na competição dando nome a um dos grupos, otimista em relação ao futuro do jovem alemão, apostando nele como candidato a protagonista na troca de gerações.

“Zverev faz eu me lembrar do torneio que ganhei em Lisboa (Masters Cup). Também tive que bater dois grandes (Sampras e Agassi), ele derrotou Federer e depois Djokovic. Não há outra maneira de derrubar essa geração galáctica, cujos membros duram mais que todos os outros, eles estão lá há 10, 15 anos e só vão parar quando os outros o tiraram de lá”, disse Guga em entrevista à EFE.

O catarinense ex-número 1 do mundo salientou o momento de ‘Nole’, que teve um segundo semestre brilhante, no qual venceu dois Grand Slam e retomou a ponta do ranking, terminando 2018 no topo da ATP. “Todo mundo está no limite, mas vejo Djokovic com mais margem e jogando com mais vontade”, observou Guga, que viu na conquista de Zverev algo semelhante com a sua.

“Foi como em 2000, quando consegui meio que escrever um novo capítulo com as histórias que faltavam. Terminei o ano como número 1 em uma improvável combinação de resultados, especialmente depois de ter sido derrotado logo em meu primeiro jogo no torneio”, lembrou o brasileiro, rememorando a derrota para Andre Agassi por 4/6, 6/4 e 6/3.

“Para ser número 1, precisava de duas derrotas de Marat (Safin), que acabaram acontecendo e também vencer as semifinais contra (Pete) Sampras e a final contra Agassi, sendo que este também tinha chance de terminar a temporada na liderança do ranking”, complementou Guga, que acabou levantando a taça e atingindo o topo do ranking.

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