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Vitórias na adolescência moldam carreira de Serena
18/11/2018 às 11h08

Serena escolheu jogos do início da carreira como os cinco mais importantes

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Escolhida pela revista norte-americana GQ como a Mulher do Ano, Serena Williams foi perguntada sobre cinco jogos decisivos para sua carreira. Aos 37 anos, a vencedora de 23 títulos de Grand Slam e ex-líder do ranking mundial preferiu partidas de seus primeiros anos como tenista profissional, a começar por sua primeira vitória contra top 5, diante da então quarta colocada Monica Seles em 1997.

Serena tinha apenas 16 anos e era 304ª do ranking quando recebeu convite para disputar um torneio da WTA em Chicago em novembro daquela temporada. Um dos objetivos da então jovem norte-americana era conseguir uma boa quantidade de pontos para entrar diretamente na chave do Australian Open do ano seguinte, sem precisar do qualificatório.

Nas rodadas iniciais em Chicago, Serena passou pela 27ª colocada russa Elena Likhovtseva e pela francesa Mary Pierce, número 7 do mundo, antes de cruzar o caminho de Seles nas quartas de final. "Eu era incrivelmente jovem e sempre amei a Monica. Eu queria jogar como ela, porque ela era minha jogadora favorita. Crescendo, eu queria ser como ela e bater na bola como ela".

"Quando tive a oportunidade de jogar com ela, eu já conhecia seu estilo de jogo porque hava assistido muitas vezes. E eu queria estar no próximo Grand Slam sem precisar jogar o qualificatório. Então eu pensava. Eu tenho que vencer esses jogos e tenho que ir bem nesse torneio", explicou Serena, que derrotou Seles por 4/6, 6/1 e 6/1 antes de cair para Lindsay Davenport na semifinal.

O segundo jogo listado pela norte-americana foi a rodada de estreia do Australian Open de 1998, quando ela derrotou a então número 9 do mundo Irina Spirlea por 6/7 (5-7), 6/3 e 6/1. "Trabalhei duro para me classificar para o Australian Open e, por isso, a vitória sobre a Seles havia significado muito. E então eu logo de cara enfrentei a cabeça 6 do torneio, não é o caminho mais fácil, mas já havia jogado contra ela antes e conhecia seu jogo. Honestamente, não lembro de ter perdido o primeiro set, mas este pode ter sido o início das minhas viradas".

Na sequência, Serena recorda sua primeira conquista de Grand Slam, quando derrotou a então número 1 do mundo Martina Hingis na final do US Open de 1999 por 6/3 e 7/6 (7-4). "Aquele foi um momento que mudou a minha carreira. Hingis estava dominando o circuito naquela época e era muito intensa, mas fui capaz de vencê-la e dar início à minha carreira".

O quarto jogo citado por Serena foi a final de Indian Wells em 2001, quando ela foi bastante vaiada e sofreu ofensas racistas público desde a entrada em quadra para enfrentar a belga Kim Clijsters. A situação já havia ficado desconfortável porque Serena enfrentaria Venus Williams na semifinal, mas sua sua irmã mais velha desistiu do torneio pouco antes de entrar em quadra. Serena venceu a final de 2001 por 4/6, 6/4 e 6/2, mas só voltou a Indian Wells em 2015.

"Foi um jogo horrível para mim. Eu era uma adolescente e o público estava me vaiando. E era um púlico branco, em uma cidade predominantemente caucasiana. Foi muito duro para mim, especialmente sendo negra. Desde que eu entrei em quadra e mesmo no aquecimento eu já estava sendo vaiada. É muito difícil para mim lembrar daquela partida e quando eu fiz eu pensei: 'Quem vai querer ir a um lugar onde as pessoas não te querem lá?'. Quando eu voltei, o público era de uma outra geração e tinham muitas crianças, que nunca haviam me visto jogar".

Por último, Serena lembra o chamado 'Serena Slam', sobre quando venceu pela primeira vez os quatro Grand Slam de maneira consecutiva, entre Roland Garros em 2002 e o Australian Open de 2003. A norte-americana tinha 22 anos quando conseguiu essa façanha e ainda conseguiu repeti-la entre o US Open de 2014 e Wimbledon em 2015.

Serena venceu a final em Melbourne contra Venus Williams por 7/6 (7-4), 3/6 e 6/4. "Eu lembro do match point. Quando ela jogou a bola para fora, eu pensei 'Finalmente! Eu consegui!' Foi muito legal, ninguém tinha feito aquilo desde a Steffi Graf nos anos 80 e nós estávamos em 2003, quando eu completei os quatro seguidos, o que é muito difícil de fazer".

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