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Federer: 'Vou continuar a jogar o máximo possível'
07/11/2018 às 15h49

Federer vai em busca do sétimo título do Finals

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - A cada ano que passa seguem as dúvidas sobre a aposentadoria do suíço Roger Federer, que aos 37 anos de idade segue firme no circuito. Atual número 3 do mundo, ele pode terminar a temporada como o segundo melhor do mundo se for campeão invicto do ATP Finals, estreando na competição já neste domingo.

Em entrevista ao The Times, o atleta da Basileia voltou a despistar sobre o assunto e disse que pretende seguir em ação pelo máximo que puder. “O tênis é a minha paixão e vou continuar a jogar o maior tempo possível, porque eu realmente amo isso”, afirmou Federer, que colocou a família no mesmo patamar da modalidade que o consagrou mundialmente.

“A única coisa que importa para mim nesta vida é ter a companhia de minha esposa e meus filhos, e seguir no tênis. Se eu puder ganhar mais torneios, será fantástico, caso contrário, tudo vai continuar bem”, afirmou o suíço, que evita levar as frustrações de dentro de quadra para fora. “Quando sou eliminado, preciso deixar rapidamente para trás o resultado, pois não quero que meus filhos pensem que estou bravo porque perdi”, explicou.

Federer também filosofou um pouco sobre a solidão de um tenista. “Nos melhores momentos de nossas carreiras estamos sozinhos e não têm ninguém para abraçar. Você dá sua mão para o juiz de cadeira e, nesse momento, você pensa: 'Eu gostaria de poder ter alguém ao meu lado'. Não há aquela catarse como no futebol, em que você está com seus companheiros de equipe, há apenas um aplauso educado”.

Questionado sobre a polêmica envolvendo Serena Williams e o árbitro português Carlos Ramos na final feminina do US Open, ele acredita que a norte-americana exagerou. “O juiz de cadeira foi rígido, mas ela foi longe demais e poderia ter evitado tudo aquilo. Foi uma situação um pouco infeliz para todos os envolvidos", pontuou Federer, que também falou sobre as premiações no circuito.

"Os jogadores recebem apenas 8% da receita total, não quero dizer que o prêmio de 2 milhões para o vencedor seja pequeno, mas talvez os perdedores de primeira rodada devessem receber mais. Eu também gostaria que os Slams participassem da pensão dos jogadores. O oferecido pelo ATP é muito baixo e muitos jogadores poderiam se beneficiar”, afirmou o suíço.

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