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Federer rechaça briga pela liderança e mira o Finals
01/11/2018 às 20h16

Federer acha improvável tomar a posição de Djokovic ainda em 2018

Foto: Divulgação

Paris (França) - Depois de estrear com uma tranquila vitória no Masters 1000 de Paris, Roger Federer minimizou a busca por resultados no torneio da capital francesa e a disputa pela liderança do ranking mundial ao término da temproada. Terceiro no ranking mundial, o suíço acha improvável tomar a posição de Novak Djokovic, que reassume o número 1 na próxima segunda-feira, e tem como foco a conquista do ATP Finals.

"Eu nem sabia que ainda tinha chances reais, mas a verdade é que não estou lutando por isso. Acho que não tenho chance de tomar essa posição de Novak Djokovic", disse Federer, que iniciou a semana a 1.785 pontos do sérvio no ranking da temporada, que tem apenas mais dois torneios e 2.500 pontos em disputa.

"Em Paris estou jogando sem pressão. Eu vim até aqui para aproveitar e para deixar claro que, jogando com calma e sem colocar tanta pressão sobre mim mesmo, posso tirar coisas positivas do meu jogo antes do Finals. Meu objetivo não é ganhar este torneio, é vencer em Londres", revela o suíço, que disputará o torneio entre os oito melhores do ano daqui a duas semanas.

A vitória por 6/4 e 6/3 sobre Fabio Fognini nas oitavas de final foi o primeiro para Federer em Paris. Ele estrearia na última quarta-feira contra Milos Raonic, mas o canadense desistiu em razão de uma lesão no cotovelo. O suíço diz entender a decepção dos fãs que compraram ingressos, mas comemorou o fato de ter um dia a mais de descanso, depois de ter vencido o ATP 500 da Basileia no último domingo.

"A desistência de Milos foi uma boa notícia para mim. Fui direto para a sala de massagem quando eu soube", comentou o veterano de 37 anos. "Sei que não foi uma coisa boa para os fãs, mas é assim que é o tênis e isso me deu a chance de ter um dia a mais de descanso, então eu venci um jogo e já estou nas quartas de final".

Assim como Federer, o próprio Fognini também só estreou no torneio nesta quinta-feira, beneficiado pela desistência do húngaro Marton Fucsovics na segunda rodada. "Acho que nós dois estávamos longe do nosso melhor, porque para para nós, foi efetivamente um jogo de primeira rodada. Nem Fabio nem eu jogamos nenhuma partida anterior, e quando isso acontece, seu ritmo fica um pouco prejudicado".

"Talvez eu tenha sido um pouco melhor nos momentos importantes que Fabio. Da linha de base, foi muito difícil. Ele bate cedo na bola pode mudá-la de direção muito bem. Mas estou muito feliz por seguir em frente no torneio", complementa o suíço, que enfrentará o japonês Kei Nishikori nas quartas de final em Paris. Federer lidera o histórico contra Nishikori por 6 a 2 e não perde para o rival desde o Masters 1000 de Miami de 2014.

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