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Piotr Wozniacki não recomenda que pai treine filho
23/10/2018 às 14h48

Pai da dinamarquesa não recomenda que outros pais sigam seu exemplo

Foto: Divulgação

Cingapura (Cingapura) - Embora a relação entre a número 3 do mundo Caroline Wozniacki e seu pai e treinador, Piotr, seja um dos exemplos mais bem sucedidos e duradouros de parcerias entre pais e filhos no tênis, o patricarca da família reconhece ser uma exceção. Até por isso, ele desaconselha outros pais que queiram seguir o exemplo.

"Isso não é uma coisa fácil. Eu recomendo para todos: não façam isso. Você pode apoiar, você pode fazer muitas coisas, mas não treinar. Esta não é uma história boa", disse Piotr Wozniacki, durante entrevista coletiva no WTA Finals.

Apesar do teor das declarações, o pai da jogadora de 28 anos garante que irá continuar acompanhando de perto a trajetória da filha no circuito até o fim da carreira profissional. "Hoje já está tarde demais. Caroline me diz: 'Pai, se você parar, eu também paro'. Então hoje não vemos chance de que eu pare de viajar".

Piotr, que é nascido na Polônia e já foi jogador de futebol, falou sobre as constantes mudanças na equipe que Wozniacki fez ao longo da carreira. Mesmo tendo sempre o pai por perto, a dinamarquesa já teve por perto técnicos como Ricardo Sanchez, Thomas Johansson, Thomas Hogstedt e ex-número 1 do mundo Arantxa Sanchez, além do parceiro de treinos Sascha Bajin, atual ténico de Naomi Osaka.

“Para mim, é bom para Caroline mudar a equipe e trazer coisa novas para esse trabalho muito pesado. Também é importante que você mude de parceiro. Se você treinar muito tempo com a mesma pessoa, você já vai saber quando a bola chega aqui ou ali e seu nível começa a cair", explica o pai da dinamarquesa.

"Então hoje nós trabalhamos com o Michal Przysiezny, que jogou profissionalmente até o ano passado. Nós conversamos com ele um pouco antes de Wimbledon. Talvez no ano que vem ele vai ficar mais um pouco conosco, ou depois disso, nós mudaremos de novo", explica sobre o trabalho com o atual parceiro de treinos.

A respeito da busca de Wozniacki pelo bicampeonato no Finals, Piotr garante que não há mudança no nível de estresse ou pressão. "É o mesmo estresse. Não importa que Caroline tenha vencido no ano passado. Esse torneio é muito grande. Ela foi campeã no ano passado e logo após venceu na Austrália. Wow. Os pais ficam orgulhosos e tudo, mas no dia seguinte nós já fomos para a quadra de treino"

"Caroline não aceita que o pai tome duas cervejas a mais depois de um título. Isso é disciplina. Há três coisas importantes para o tênis feminino. A primeira é disciplina. A segunda coisa é disciplina. E a terceira é também a disciplina!", brincou o treinador.

Perguntada já nesta terça-feira sobre o sucesso de sua relação com o pai, Woznacki destacou o respeito e a confiança. "Acho que ele sempre me tratou como adulta, e acho que é isso que eu realmente aprecio sobre o meu relacionamento com meu pai. Desde muito jovem, ele pedia a minha opinião. Eu acho que era importante para ele também saber como eu me sentia, o que eu queria, qual era meu objetivo para que ele pudesse me ajudar a alcançar o que eu queria".

"O fato de que ele ter me respeitado desde que eu era criança e respeitado as minhas opiniões fortaleceu nosso relacionamento. Claro, às vezes nós discordamos em algumas coisas e até brigamos de vez em quando, mas eu acho que faz parte do nosso relacionamento de pai e filha, e também de jogador e técnica", comenta a dinamarquesa após a vitória por 7/5, 3/6 e 6/2 sobre Petra Kvitova.

Wozniacki também afirmou que não pretende seguir carreira de treinadora, mesmo que seus filhos um dia queiram jogar tênis profissionalmente. "Eu provavelmente não gostaria de treinar meus filhos. Espero que meus filhos pratiquem esportes e eu realmente quero isso para eles. Se quiserem jogar tênis, tudo bem, mas se eles quiser fazer isso profissionalmente, então eles precisam encontrar alguém para treiná-los. Eu já fiz isso por muito tempo!"

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