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Vivência na Espanha muda cabeça de Orlandinho
17/10/2018 às 11h00

Orlandinho ganhou mais de 300 lugares no ranking em 2018

Foto: João Pires/Fotojump
Felipe Priante

Um dos nomes mais promissores de sua geração, o gaúcho Orlando Luz vive em 2018 sua melhor temporada da curta carreira de tenista profissional. Aos 20 anos de idade, completados no começo de fevereiro, ele começou o ano na modesta 725ª colocação e foi escalando o ranking, ultrapassou em julho a 450º posição, melhor que tivera até então, e em setembro entrou pela primeira vez no top 400.

Atual 386 do mundo, Orlandinho chegou a ser o 384º duas semanas atrás e credita muito de sua evolução ao trabalho feito em Barcelona com o técnico Leo Azevedo. “É um trabalho muito intenso, a gente treina muito forte todos os dias. Conversamos sobre coisas extra quadra também, o que ajuda na hora do jogo. Ele é um cara muito inteligente, que sabe muita coisa sobre tênis e tem um jeito diferente do que qualquer outra pessoa com quem treinei. É capaz de tirar o melhor de cada atleta”.

O jovem gaúcho não apenas enaltece a capacidade de seu treinador, mas também o ambiente favorável que encontrou na Espanha. “Uma das principais diferenças de treinar lá e no Brasil é poder treinar com jogadores de nível alto. Lá tem uma grande concentração de jogadores bons, vários top 100 ou top 200 que treinam nas academias e isso faz com que o nível aumente rápido”, analisou o destro de Carazinho.

“Pulei de 780 para 350 em sete meses e estou feliz com tudo isso. Também dá para fazer torneios perto sem grandes viagens e depois retornar para casa para treinar antes de encarar uma outra gira”, complementou Orlandinho, destacando a possibilidade de intercalar melhor torneios e treinos durante a temporada quando se tem uma base na Europa.

Já bem adaptado às condições de treino em Barcelona, o gaúcho lembrou a dificuldade que enfrentou nos primeiros dias. “Cheguei lá em janeiro para fazer a pré-temporada, bem na época do frio. Treinamos com zero grau, foi uma coisa nova e difícil de se adaptar, levou um pouco de tempo. Agora estou treinando bem, gosto muito da academia. Não dá para dizer que eu me sinto em casa, porque casa é onde estão seus pais e sua família, mas eu diria que é um lugar em que me sinto bem confortável”, comentou.

Buscando ainda galgar mais posições no ranking neste final de ano, Orlandinho afirma não ter metas numéricas como ranking ou vitórias e espera apenas conseguir melhorar cada vez mais seu desempenho nos torneios. “Não gosto de colocar números, pois pode acontecer 1.001 coisas durante o ano. Quero aumentar meu nível, me firmar nos challengers e poder fazer bons jogos nesses torneios”, finalizou o 386º do mundo.

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