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Ferrer diz que US Open pode ser seu último Slam
26/07/2018 às 19h36

Ferrer saiu do top 50 nesta semana e está com seu pior ranking desde 2003

Foto: Arquivo

Madri (Espanha) - Aos 36 anos e distante de seus melhores resultados, David Ferrer admite a possibilidade de encerrar sua carreira profissional em breve. Em entrevista ao programa de rádio El Larguero, da rede Cadena SER, o espanhol deu a entender que o US Open deste ano pode ser seu último Grand Slam.

"Ainda não tomei nenhuma decisão, porque ela poderia ser precipitada. O que eu sei é que tenho Toronto, Cincinnati e o US Open", disse Ferrer. "Quero viver este US Open como se fosse meu último Grand Slam. Então, vamos ver, eu gostaria de me aposentar na Espanha, seja em Barcelona ou em Madri".

Na última segunda-feira, Ferrer perdeu 23 posições no ranking da ATP e caiu para o 62º lugar. A marca é sua pior colocação desde 31 de janeiro de 2005, quando era o 53º. Nas últimas 12 temporadas ele não só se manteve entre os 50 como fechou o ano sempre entre os 40 melhores do mundo, sendo que em quatro deles terminou no top 5.

"Não gosto de me ver como 60 do mundo quando, em toda a minha carreira, fui um jogador muito regular, mas sei que tenho 36 anos. Tive uma boa carreira no tênis, nunca tive grandes lesões e joguei quando quis", explica o ex-número 3 do mundo.

"Eu gostaria de estar com 30 anos, que foi quando vivi meu melhor momento na carreira, com a maturidade mental que tenho agora. Agora estou muito mais maduro, mas não tenho o corpo daqueles tempos", avalia o vencedor de 27 títulos no circuito.

"Naquela época, eu ganhava muitas partidas, fiquei muitos anos no top 10, mas quando perdia, as derrotas doiam muito. Eu poderia ganhar dois títulos consecutivos que, se eu perdesse numa segunda rodada logo depois, era um drama nacional", acrescenta o espanhol, que foi finalista de Roland Garros em 2013 e venceu o Masters 1000 de Paris em 2012.

Na atual temporada, Ferrer tem apenas nove vitórias e 15 derrotas. Ele vem de uma eliminação na estreia do ATP 500 de Hamburgo para o jovem anfitrião de 17 anos Rudolf Molleker. "Estou jogando sem expectativas e fazendo o que posso. Tenho claro que quando terminar o US Open, vou observar o ranking. No próximo ano, devo jogar alguns torneios por convite e priorizar os torneios que mais gosto. E se eu não for bem, farei um comunicado", complementou o veterano, sinalizando o término da carreira.

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