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Compatriota vê queda de agressividade de Federer
17/07/2018 às 14h19

Rosset não viu problemas no backhand de Federer

Foto: Arquivo

Lausanne (Suíça) - A eliminação do suíço Roger Federer nas quartas de final de Wimbledon ainda é motivo de analise ao redor do mundo. O último a avaliar o desempenho do atual número 2 do mundo foi o compatriota Marc Rosset, ex-tenista profissional e semifinalista de Roland Garros em 1996.

Em entrevista ao Le Temps, ele lamentou a queda de agressividade de Federe em relação ao que mostrou na temporada passada. “Acho que seu nível em 2018 não é o mesmo de 2017. O que era incrível no ano passado era a constância em que ele corria riscos e jogava agressivamente contra seus oponentes”, opinou.

“Muito se falou sobre seu novo backhand, mas não acho que isso tenha mudado seu jogo. Se olharmos para a final do US Open de 2015 e sua derrota para (Novak) Djokovic, percebemos que ele precisava ser mais agressivo não apenas com o revés. O que mudou em 2017 foi a vontade de ir longe”, acrescentou Rosset.

“Temos que lembrar que ele caiu para 17 do mundo e poderia ter caído mais se não fosso o título na Austrália. Ele voltou com um instinto de caçador, o que foi bom para ele, pois passou uma temporada inteira sem vencer nada”, complementou o suíço de 47 anos, que foi 9 do mundo e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona.

Rosset destacou que a falta de agressividade custou a derrota para o sul-africano Kevin Anderson, que teve uma atitude mais ousada durante a partida. “Diante dos grandes nomes você não pode apenas administrar o jogo. Foi o que Kevin Anderson fez: foi para cima do desafio enquanto Roger ficou mais tímido”, finalizou.

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