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Com lição do passado, Serena não pensa em recorde
12/07/2018 às 16h46

Serena já colocou pressão demais sobre si mesma quando pensava nos números

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Falta apenas uma vitória para Serena Williams conquistar o 24º título de Grand Slam em sua carreira e igualar o recorde estabelecido pela australiana Margaret Court, jogadora com o maior número de conquistas de Grand Slam em todos os tempos, somando as fases amadora e profissional do esporte. Entretanto, Serena evita pensar em números porque já teve problemas nesse tipo de situação no passado.

"Para ser honesta, eu não pensei sobre isso neste torneio. Nem mesmo uma vez, na verdade, disse Serena, que já é recordista de títulos de Grand Slam na Era Aberta com 23 conquistas, uma a mais que a alemã Steffi Graf.

Serena lembra de 2014, quando perseguia o 18º título de Grand Slam, que a igualaria às lendas Chris Evert e Martina Navratilova. Eliminada precocemente na Austrália, em Roland Garros e em Wimbledon, a norte-americana reconhece que colocou pressão demais sobre si mesma antes de enfima alcançar tal marca no US Open daquele ano.

"Eu provavelmente me esqueci disso e acho que é uma coisa boa, porque eu coloquei muita pressão sobre mim quando eu estava tentando chegar aos 18 títulos", comenta a veterana de 36 anos. "Como eu tenho dito nos últimos dois anos, não quero limitar, porque acho que é isso o que eu estava fazendo no passado. Eu estava me limitando".

"É apenas um número. Eu quero o máximo que puder e ainda tenho uma partida para vencer", explica Serena, que depois de enfim conquistar o 18º Grand Slam, venceu os três subsequentes e aumentou seu número de troféus para 21 em menos de um ano. A norte-americana, aliás, teve uma temporada quase perfeita em 2015, quando foi campeã de três Grand Slam e semifinalista em Nova York.

Wimbledon é apenas o quarto torneio que Serena disputa desde o nascimento de sua filha, Alexis Olympia, em setembro do ano passado. A ex-número 1 do mundo iniciou o torneio no 181º lugar do ranking e já garantiu um salto para a 29ª posição, podendo alcançar o 18º posto e voltar ao top 20 em caso de título.

"É uma loucura porque eu não esperava jogar tão bem no meu quarto torneio em 16 meses", avalia Serena, que lembra das limitações físicas que teve depois de se tornar mãe. "Eu tive um parto muito difícil e precisei fazer várias cirurgias, por causa dos problemas de circulação que eu tive. Lembro que não conseguia nem andar até a caixa de correio. Então não é normal estar em uma final de Wimbledon. Por isso, estou aproveitando cada momento".

Na final marcada para este sábado, Serena reencontra a alemã Angelique Kerber, a quem derrotou na decisão de 2016 do Grand Slam britânico. "É um jogo diferente, ela está jogando muito bem e acho que ela está incrivelmente confiante. Sim, eu tenho que estar pronta para o jogo da minha vida".

"Acho que a grama é seu melhor piso. Ela sabe como jogar nesta quadra. É sua segunda final em três anos, o que é impressionante. Acredite em mim, sei que ela quer entrar lá e vencer. Eu também quero. Vai ser uma final muito boa", acrescenta Serena, que tem seis vitórias e duas derrotas contra Kerber no circuito. Ela também perdeu uma final de Slam para a alemã, no Australian Open de 2016.

Depois de vitória por 6/2 e 6/4 sobre a alemã Julia Goerges na semifinal, Serena fez questão de enaltecer o bom momento da rival, que vive a melhor fase da carreira aos 29 anos e alcançou sua primeira semi de Slam. "Ela jogou muito bem e eu tive que jogar no meu nível 'A'. Eu já vi muitas partidas dela, gosto de vê-la jogar e nunca tinha visto ela jogar tão bem. Sinto que todo o trabalho duro e consistente que ela fez nos últimos 14 meses ou mais trouxeram os resultados que estamos vendo agora. Fico feliz por eu ter jogado muito bem hoje, se não eu não conseguiria vencer".

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