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Federer espera nervosismo e bom jogo na estreia
01/07/2018 às 14h48

Federer traz os filhos gêmeos para o treino

Foto: Site oficial

Wimbledon (Inglaterra) - Roger Federer entrará pontualmente às 9 horas desta segunda-feira na Quadra Central para iniciar a disputa de seu 20º torneio de Wimbledon, o torneio de maior prestígio no tênis e onde se tornou o maior campeão de todos os tempos no ano passado, ao atingir o oitavo troféu. Ainda assim, o suíço mostra ansiedade e preocupação com a partida diante do sérvio Dusan Lajovic.

"Jogar a primeira partida da Central continua me causando algo nos nervos, é uma situação de muita responsabilidade", afirma ele, que já fez isso por seis vezes, já que o campeão vigente sempre abre a Quadra na edição seguinte. "Há também uma pequena dificuldade, porque não podemos treinar ali, então há incertezas para os dois jogadores. Esta quadra guarda muita história, é um lugar mítico, todos os olhos estão sobre você. Isso me agrada, é uma honra enorme".

Questionado se a retirada do circuito por três meses não teria sido longa demais, o número 2 explica-se rapidamente: "Isso me fez muito bem. Passei muito tempo com a família, treinando, fazendo exercícios. Esta última semana antes de Wimbledon foi exclusivamente para me recuperar com a meta de estar o mais descansado possível para a estreia. Sinto que estou batendo muito bem na bola e espero que faça isso na primeira partida. Estou bem confiante".

Dez anos atrás, Federer viu interrompida sua série de cinco títulos consecutivos e cedeu o título para Rafael Nadal numa partida histórica. "Foi sem dúvida uma das derrotas mais duras de minha carreira. Estava muito perto do sexto seguido, que seria um recorde, mas a derrota me fez mais humano. Irão se passar muitos anos e ainda estaremos falando dessa partida".

Federer também abordou a polêmica sobre o controle antidoping que surgiu diante da reclamação de Serena Williams. "Sempre há um limite, se te pedem dez testes por dia é claro que ficará cansado. Mas acho bom que se façam os exames. No meu caso, passei por vários, acho que foram sete só no último mês, mas prefiro isso do que só ter uma visita ao ano. Por mais testes que sejam feitos, nunca serão suficientes para manter tudo sob controle. Curiosamente, a sede da Wada (Associação de Controle) é muito perto da Suíça, então acho que, quando eles estão aborrecidos, vêm me fazer uma visita", brincou.

Mesmo perto dos 37 anos, Federer garante manter a mesma determinação do primeiro dia. "Gosto de jogar, qualquer que seja o adversário. Às vezes vou treinar e me pergunto com quem. (Andreas) Seppi? Genial! Também gosto de bater bola com os juvenis, porque também é uma experiência emocionante para eles".

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