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Wozniacki é a favor de Serena como cabeça de chave
27/06/2018 às 19h52

Para Wozniacki, é preciso mudar regra porque as carreiras são mais longas

Foto: Divulgação

Eastbourne (Inglaterra) - A decisão dos organizadores de Wimbledon em conceder a condição de cabeça de chave para Serena Williams segue ganhando apoio entre as primeiras colocadas do ranking. A número 2 do mundo Caroline Wozniacki defende a medida por conta do histórico que Serena tem no esporte.

"Acho que ela merece ser cabeça de chave. Ela é a melhor jogadora de todos os tempos, já venceu todos os Grand Slam e foi a número 1 do mundo por muitos anos", disse Wozniacki, a respeito da vencedora de 23 títulos de Grand Slam.

"Eu ouvi as pessoas dizerem que ela já teve alguns meses para voltar a jogar e recuperar o ranking, mas não é tão fácil", comenta sobre Serena, que só disputou três torneios de simples desde o nascimento de sua filha, Alexis Olympia, em setembro do ano passado. Ex-número 1 do mundo e atual 183ª colocada, a norte-americana será cabeça 25 em Wimbledon e só enfrenta uma das oito primeiras a partir da terceira rodada.

Ela lembra que até mesmo Victoria Azarenka, outra ex-número 1 que se tornou mãe recentemente, poderia ser cabeça de chave. "Eu não tenho certeza exatamente em que eles baseiam o cálculo das cabeças de chave, porque na minha opinião, eu acho que o Azarenka também merecia. Mas eu não sei porque a Serena é cabeça 25 e não 24 ou 16 ou 32".

Ainda de acordo com Wozniacki, que tem 27 anos, a necessidade de criar regras que protejam as mães do circuito aumenta por conta do fato de as jogadoras prolongarem suas carreiras, cenário que era diferente do que acontecia até a década passada.

"Acho que é encorajador. Até dez anos atrás, as jogadoras paravam com 24 ou 25 anos e tinham bastante tempo para ter filhos", comenta a ex-líder do ranking. "Mas agora, quando você vê as jogadoras continuando até os 36 ou 37 anos, é necessário mudar a regra. Acho que é preciso encorajar as jogadoras que queiram prolongar a carreira".

"Nós temos o ranking protegido para o caso de lesões, e elas não são cabeças de chave. Mas uma situação diferente do que parar por um ano por causa do nascimento de uma criança, o que é obviamente muito positivo", comenta a dinamarquesa a respeito da regra do ranking protegido que possibilita que as jogadoras que pararam por mais de seis meses -por lesão, gravidez ou problemas de saúde- possam entrar diretamente em até oito torneios, mas sem a condição de favoritas.

A respeito da vitória desta quarta-feira sobre a britânica Johanna Konta pelas oitavas de final do WTA Premier de Eastbourne, Wozniacki aprovou o desempenho a partir do segundo set. "Foi uma partida muito difícil. Jo é uma grande jogadora, ama jogar na grama e estava em casa. Depois do primeiro set, eu adquiri um pouco mais de ritmo e nós duas jogamos melhor depois disso"

"Nós duas jogamos muito bem e eu só estava tentando colocar mais bolas em quadra, e também estava tentando sacar e devolver de forma mais agressiva também", completa a dinamarquesa, que venceu por 4/6, 6/1 e 6/4. Foi sua primeira vitória em três jogos diante de Konta.

Wozniacki agora se prepara para enfrentar a australiana Ashleigh Barty, 17ª do ranking, a quem derrotou nos dois duelos anteriores. O reencontro acontece por volta das 10h (de Brasília) desta quinta-feira. "Ela é uma adversária complicada, especialmente na grama. Treinei com ela no início da semana e vai ser um jogo difícil difícil. Ela varia muito o jogo, usa slices e vem para a rede".

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