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Moyá leva Grand Champions, Saretta fica em 3º
29/05/2011 às 17h11

São Paulo (SP) - O espanhol Carlos Moyá voltou da aposentadoria do circuito profissional para levantar novos troféus. Neste domingo, ele bateu o sueco Thomas Enqvist na decisão do ATP Grand Champions Brasil, etapa brasileira do circuito de seniores, por 7/6 (7-0) e 6/3, quebrando a invencibilidade do sueco em quadras paulistanas. Na decisão do terceiro lugar, Flávio Saretta derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov, ex-número 1 do mundo, por 1/6, 6/3 e 10-6.

Este foi o segundo torneio de Moyá no circuito. Ele perdeu a final de Bogotá, na semana passada, diante do australiano Mark Philippoussis. "Estou muito contente por ganhar meu primeiro torneio no circuito em São Paulo, que eu não conhecia. Fiquei maravilhado com a cidade e com o público. Já joguei em muitos lugares em todo o mundo e este é um dos clubes mais bonitos em que estive", afirmou o espanhol de 34 anos, referindo-se à tradicional Sociedade Harmonia.

"A cabeça de um esportista está sempre focada na vitória, por isso, mesmo sendo um torneio mais relaxado e que exige menos fisicamente, meu objetivo sempre foi ganhar. Fiz uma excelente semana e estou muito satisfeito com isso. Agora vou descansar porque joguei sete jogos em 12 dias. A ideia é participar de cinco ou seis etapas do Champions Tour", revelou.

Enqvist, detentor de seis títulos entre os veteranos, fez questão de dar as boas-vindas a Moya ao grupo de campeões. "Estou feliz que ele faça parte deste circuito, por ser um excelente tenista, mas, principalmente, por ser uma grande pessoa", disse o sueco, que, com o vice-campeonato, garantiu 300 pontos no ranking do circuito. Ele é atualmente o capitão da equipe da Suécia na Copa Davis.

Na abertura da rodada, Saretta e Kafelnikov reeditaram o único jogo que fizeram no circuito profissional, disputado na segunda rodada de Roland Garros, em 2003. Naquela oportunidade, o brasileiro venceu por 3 sets a 2, depois de mais de quatro horas de batalha. A 'revanche' foi equilibrada e definida nos detalhes.

"Independente da posição, é muito especial estar neste torneio, jogando com esses caras. Eu já tinha enfrentado Moyá e o Kafelnikov. Ficar perto deles e reviver o clima do circuito como era antigamente é especial. Além disso, ganhei de dois caras que dispensam comentários (Thomas Muster e Yevgeny Kafelnikov) e estive perto de jogar a final", celebrou Saretta, que disputou a primeira competição desde 2008, quando encerrou a carreira profissional.

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