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Punição de Errani no antidoping aumenta para 10 meses
11/06/2018 às 14h53

Errani só poderá voltar ao circuito em fevereiro do ano que vem

Foto: Divulgação

Lausanne (Suíça) - A Federação Internacional de Tênis (ITF) anunciou nesta segunda-feira que a suspensão da italiana Sara Errani foi aumentada de dois para dez meses após decisão da Corte Arbtrial do Esporte (CAS). Como Errani já havia cumprido a pena anterior no ano passado, ela terá que ficar mais oito meses sem jogar.

Um exame de Errani realizado no dia 16 de fevereiro de 2017 acusou a presença de Letrozol, que integra a sessão S4 (hormônios e moduladores metabólicos) da lista de substâncias proibidas da WADA, Agência Mundial Antidoping.

Na época, a italiana justificou que a substância havia entrado em seu organismo por contaminação de alimentos, já que sua mãe toma medicamento que contém o material. A ITF aceitou a justificativa e Errani ficou suspensa entre os dias 3 de agosto de 7 de outubro de 2017, além de ter desqualificados os resultados obtidos entre 16 de fevereiro e 7 de junho (data de seu segundo exame, que deu negativo).

Tanto a tenista quanto à Agência Nacional Antidpoping da Itália (NADO) recorreram à CAS. Errani solicitava que seus resultados entre fevereiro e junho do ano passado fossem reconsiderados, enquanto a entidade nacional solicitava uma punição mais longa à atleta. A audiência foi realizada em novembro e, ainda que o tribunal tenha aceitado a justificativa da jogadora sobre a ingestão acidental, foi determinado o aumento da pena para dez meses. Dessa forma, ela só poderá voltar ao circuito em 8 de fevereiro de 2019.

Por meio de suas redes sociais, Errani divulgou um comunicado. "Eu esperei pela sentença desse caso durante sete longos meses. O prazo foi adiado oitovezes. Eu não tvie a chance de viver jogar com a serenidade que o tênis demanda", afirmou a italiana. "Eu nunca consumi nenhuma substância para melhora de desempenho na minha vida. Eu amo demais o tênis para fazer uma coisa assim. Dediquei minha vida a esse esporte e não acho que mereço isso".

A jogadora de 31 anos já foi top 5 e finalista de Roland Garros em 2012. Atualmente aparece no 75º lugar. "Eu já cumpri sete meses de suspensão, entre a desqualificação de resultados e o período de inatividade. Fui forçada a retornar ao circuito como 280ª do mundo e consgui voltar. Agora, eles impõem uma sanção adicional de oito meses. Isso não faz sentido".

Diante de uma nova punição neste momento da carreira, ela tem dúvidas se continuará no circuito. "Eu me sinto impotente contra tanta injustiça", declarou. "Não sei se vou encontrar força e vontade para jogar tênis de novo depois de tudo isso".

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