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Reveja trajetória da incrível carreira de Maria Esther
08/06/2018 às 20h16

Maria Esther encantou o mundo com sua beleza e estilo

Foto: Arquivo

Maria Esther Bueno teve uma carreira relativamente curta mesmo os padrões do tênis amador de sua época. Uma série de problemas de saúde a afetaram e certamente impediram que ela conquistasse um número ainda maior de troféus internacionais e quem sabe até mesmo de Grand Slam.

Veja abaixo uma rápida cronologia de sua carreira e seus principais feitos ano a ano no circuito internacional:

1954
Aos 14 anos, torna-se campeã brasileira adulta em simples e duplas

1955
Conquista a medalha de bronze de duplas nos Jogos Pan-americanos do México

1956
Ganha o Orange Bowl de Miami em sua primeira viagem solitária para fora do país.

1957
Volta aos Estados Unidos para o bi no Orange Bowl. Fatura seu primeiro título no exterior de adultos em Fort Lauderdale, é vice em Coral Gables e vence seis torneios de duplas.

1958
Ao lado de Althea Gibson, conquista duplas de Wimbledon, pouco depois de ganhar o Nacional da Itália. Fatura mais dois torneios na Alemanha e oito nos EUA, além de 14 troféus de duplas.

1959
Inicia o auge da carreira. Levanta o troféu de Wimbledon, com 6/4 e 6/3 sobre Darlene Hard, e do Nacional dos EUA, com 6/1 e 6/4 em cima de Christine Truman. Vice em duplas nos EUA, com Sally Moore. É nomeada número 1 do mundo pela Federação Internacional.

1960
Alcança o bi em Wimbledon, com 8/6 e 6/0 sobre Sandra Reynolds, e é vice nos EUA, perdendo para Hard por 4/6, 12/10 e 4/6. Fatura mais três torneios na Europa, dois na Austrália e dois na América do Sul. Em duplas, ganha os quatro eventos de Grand Slam e outros 11 troféus. Novamente é indicada número 1 do ranking feminino.

1961
Hepatite encurta sua atividade no ano. Ainda assim, chega ao segundo título na Itália, outros cinco de simples e três de duplas. É vice de duplas em Roland Garros.

1962
Depois de oito meses, recuperada, levanta quatro troféus de simples, é vice na Itália e ganha duplas nos EUA.

1963
Conquista o bi nos EUA, com 7/5 e 6/4 sobre Margaret Court. Chega a outras onze finais, com quatro títulos. É campeã de duplas em Wimbledon, com o recorde de 17 troféus de duplas na temporada.

1964
Volta a ocupar o número 1 do ranking, com o tri em Wimbledon - 6/4, 7/9 e 6/3 sobre Court - e do Nacional dos EUA (6/1 e 6/0 em cima de Carole Graebner), além do vice em Roland Garros. Ganha outros oito títulos e cinco vices individuais e oito duplas.

1965
Outro ano atrapalhado por contusões. Ainda assim, é tri na Itália e vice em Wimbledon e na Austrália. Ganha duplas em Wimbledon com Billie Jean King.

1966
Chega ao tetracampeonato nos EUA, com 6/3 e 6/1 sobre Nancy Richey, mas perde final de Wimbledon para King. Ao lado de Richey, fatura duplas em Wimbledon e EUA. Termina temporada com mais quatro títulos de simples e dois de duplas.

1967
Surge o problema de tennis-elbow no braço direito durante Wimbledon, onde é vice de duplas e duplas mistas. Termina a temporada com apenas duas conquistas e um vice de simples.

1968
Fatura seu último título de Grand Slam ao lado de Margaret Court, na chave de duplas do já US Open. Em simples, ganha dois torneios em quatro finais.

1969
As paradas são cada vez mais constantes e longas. Chega a apenas uma final, em Caracas.

1974
Retorna às quadras por pouco tempo e ainda vence o torneio de Tóquio.

1976
Aos 36 anos, disputa Roland Garros e em seguida Wimbledon, nove anos depois de sua última final, e ainda chega às quartas, seu pior resultado no torneio britânico até então.

1977
Em sua última temporada, faz uma final em Dublin, cai na terceira rodada de Wimbledon e na segunda do US Open. Em outubro, durante torneio em São Paulo, é eliminada na segunda partida e anuncia seu abandono definitivo, aos 38 anos.

1978
Tornou-se a primeira mulher sul-americana no Hall da Fama do Tênis, feito que só foi repetido pela argentina Gabriela Sabatini em 2006. O segundo membro brasileiro no Hall da Fama foi Gustavo Kuerten, nomeado em 2012.

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