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Amigas, Stephens e Keys evitam pensar em revanche
05/06/2018 às 17h12

Keys e Stephens decidiram o último US Open e se enfrentam na semi em Paris

Foto: Arquivo

Paris (França) - Menos de um ano depois de protagonizarem a final do US Open, Sloane Stephens e Madison Keys voltarão a se encontrar em um jogo muito importante. Bastante amigas no circuito, as duas norte-americanas disputam uma das semifinais de Roland Garros em busca de uma vaga na decisão do Grand Slam francês.

"Quando estamos em quadra, é hora de competir, mas antes disso não seremos estranhas ou evitaremos falar uma com a outra. Somos as mesmas meninas de sempre", explicou Stephens, que nesta terça-feira venceu a russa Daria Kasatkina por 6/3 e 6/1. "Eu acho que tudo será normal. E então, quando chegarmos à quadra, competiremos".

"Ter duas americanas nas semifinais de Roland Garros é incrível. Isso significa que uma americana estará na final, o que é outra coisa incrível. Apesar de tudo, não acho que alguém possa reclamar", acrescentou a jogadora de 25 anos, que levou a melhor no dois encontros anteriores diante da compatriota, incluindo a recente final de Grand Slam.

Por sua vez, Keys garante que a derrota na final em Nova York já faz parte de passada. "Honestamente, o US Open parece ter sido há 12 anos neste momento. Eu obviamente posso aproveitar o que aprendi lá sobre como administrar minhas emoções, mas muitos jogos terminaram tarde e eu estava muito cansada".

"Aqui parece completamente diferente aqui. Eu obviamente perdi para Sloane no US Open, mas sinto que no saibro é um outro confronto. Eu vou ter que ser a jogadora que tenta abrir a quadra e fazer os meus golpes", complementou a atual 13ª do ranking, que assegura a volta ao top 10 com a boa campanha em Paris.

Após marcar uma boa vitória por 7/6 (7-5) e 6/4 sobre a cazaque Yulia Putintseva, Keys acredita que está se tornando uma jogadora mais adaptada ao saibro, especialmente por não ter perdido sets durante a campanha em Paris. "Estou gostando um pouco mais do saibro agora que fiz uma semifinal aqui. Acho que hoje é um exemplo perfeito do que tenho tentado fazer".

"Houve momentos em que tive que ir para o fundo da quadra e bater uma bola mais alta, onde talvez antes eu teria tentado acertar um winner de forehand de cima da linha", avaliou a norte-americana. "Momentos assim, especialmente em jogos como o de hoje, me mostram que sou boa em jogar no saibro, mas também posso ser agressiva".

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