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Em casa, a ex-top 10 Vinci encerra a carreira
14/05/2018 às 17h56

Roberta Vinci foi 7 do mundo em simples e número 1 de duplas

Foto: Divulgação

Roma (Itália) - A vitoriosa carreira de Roberta Vinci chegou ao fim nesta segunda-feira. Após quase duas décadas no circuito, a italiana de 35 anos disputou seu último jogo como tenista profissional na primeira rodada do WTA Premier de Roma e perdeu para a sérvia Aleksandra Krunic por 2/6, 6/0 e 6/3.

"Eu decidi no final do ano passado e disse: 'Ok, relaxe e tente jogar por mais três ou quatro meses'", disse Vinci, que já havia antecipado desde o fim da última temporada que encerraria a carreira em Roma. "Eu nunca mudei de ideia durante estes meses, então eu estava completamente certa de que queria parar. Tentei chegar aqui em boa forma, em boa forma, mas agora estou bem. Eu posso relaxar".

Vinci foi número 7 do mundo em maio de 2016 e conquistou dez títulos na carreira, com destaque para o Premier de São Peterburgo, em quadras duras e cobertas, há dois anos. Finalista do US Open em 2015, a italiana eliminou Serena Williams na semifinal e pôs fim à tentativa da norte-americana vencer os quatro Grand Slam daquela temporada.

A italiana também construiu uma belíssima trajetória nas duplas, especialmente ao lado da compatriota Sara Errani. Juntas elas conquistaram todos os Grand Slam, algo que apenas outras quatro parcerias conseguiram na história do tênis feminino, e ainda possuem um bicampeonato no Australian Open e chegaram a liderar o ranking da modalidade em 2012.

Os feitos coletivos de Roberta Vinci não se resumem aos torneios de duplas. Ela também participou de quatro conquistas italianas na Fed Cup nos anos de 2006, 2009, 2010 e 2013. Além dela e de Errani, as campeãs de Grand Slam em simples Francesca Schiavone e Flavia Pennetta foram fundamentais para a vitoriosa geração de seu país.

"Foi ótimo fazer parte deste grupo. Somos boas amigas e jogamos muitas vezes a Fed Cup, juntas", disse a italiana. "Agora, isso muda. Flavia já se aposentou, agora eu. Em breve também a Francesca, talvez, eu não sei. Uma nova geração está chegando, mas tive a honra de jogar com elas neste grupo".

As várias conquisas da carreira de Vinci chamam ainda mais atenção por seu estilo de jogo, com backhand de uma mão e frequentes slices em um circuito dominado por jogadoras mais altas, mais fortes e mais agressivas. "Sei que é um estilo antigo", avaliou. "Você tem que estar em boa forma, correr muito e pensar em cada jogada".

"Estou muito orgulhosa de mim mesma por todos os resultados que eu tive, como uma final de Slam e o top 10. É claro que tive altos e baixos, mas tenho orgulho da minha carreira. Eu tentei o meu melhor e estou muito orgulhosa por tudo", complementou a experiente jogadora italiana.

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