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Pliskova destaca suas mudanças táticas contra Halep
10/05/2018 às 15h28

Pliskova não teve o serviço quebrado pela número 1 do mundo

Foto: Divulgação

Madri (Espanha) - Depois de eliminar a número 1 do mundo Simona Halep e garantir vaga na semifinal do WTA Premier de Madri, Karolina Pliskova admitiu surpresa pelo resultado e pelo nível de atuação na vitória por 6/4 e 6/3. Ao mesmo, a ex-líder do ranking e atual sexta colocada destacou as mudanças táticas que tornaram a classificação possível.

"Eu nunca pensei que pudesse vencê-la", reconheceu Pliskova, que marcou apenas sua segunda vitória em oito duelos contra Halep. "Mas desta vez, de alguma forma, eu senti que certamente teria algumas chances hoje. Ainda no aquecimento eu já estava me sentindo muito bem".

"Mas no jogo em geral eu acho que não mudei muito. Eu só estava sacando um pouquinho diferente, mais inteligente. Não pensando apenas na velocidade, mas em ter uma porcentagem melhor e às vezes variar a velocidade. O quique estava funcionando bastante e segurando meus saques", comentou a theca, que não sofreu nenhuma quebra e enfrentou apenas um break point.

"Eu estava me sentindo muito bem nos ralis que jogamos, mesmo no lado do meu backhand", sorriu a vencedora da partida. "Meu forehand estava funcionando. Acho que joguei uma das minhas melhores partidas este ano e, com certeza, uma das melhores da minha vida no saibro", complementou Pliskova, que liderou a contagem de winners por 20 a 11.

"Fiquei muito feliz com minha movimentação hoje, porque não só pude atacar, mas também pude defender algumas das bolas. É bom saber que você pode às vezes jogar um rali normal, porque nem sempre é você quem tem que fazer os pontos. Posso apenas deixar minha adversária jogar um pouco também. Isso é o que eu estava fazendo hoje", avalia a thceca, que cometeu apenas 16 erros não-forçados, dez a menos que a rival.

Pliskova já havia dito anteriormente que tem dificuldades para enfrentar adversárias muito consistentes do fundo de quadra e que reza para que a romena fique do outro lado da chave nos grandes torneios. "Acho que ela também gosta do meu jogo, ela gosta de velocidade. Além disso, acho que você tem que vencer o primeiro set. Caso contrário, é fisicamente muito difícil jogar contra ela, especialmente no saibro, com aqueles longos ralis. Você tem que ter muita energia para ganhar dela".

Invicta há nove jogos no saibro e vinda de título em Stuttgart, Pliskova tenta alcançar a 21ª final da carreira. Dona de dez conquistas no circuito, a tcheca de 26 anos pode enfrentar a compatriota Petra Kvitova ou a russa Daria Kasatkina. A ex-número 1 perdeu os dois duelos anteriores que fez contra Kvitova e lidera o histórico contra Kasatkina por 2 a 1.

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