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Meditação é arma de Thiago Wild para progredir
25/04/2018 às 07h02

Aos 18 anos Wild é 604º do ranking e quer estar entre os 200 até o fim da temporada

Foto: João Pires/Fotojump
por Mário Sérgio Cruz

Depois de terminar 2017 com a conquista de seu primeiro título como profissional no future turco de Antalya e de marcar uma expressiva vitória sobre o chileno Nicolas Jarry pelo challenger do Rio de Janeiro, Thiago Wild pode não ter repetido os bons resultados neste início de ano, mas isso não muda seu planejamento para a sequência da temporada.

O paranaense de 18 anos já trabalha firme em sua transição para o circuito profissional e, até por isso, deve encerrar sua trajetória como juvenil antes do segundo semestre. Wild aparece nesta semana com o melhor ranking da carreira ao ocupar o 604º lugar e tem como meta terminar o ano entre os 200 melhores do mundo. Para isso, o jogador natural de Marechal Cândido Rondon falou a TenisBrasil sobre o que tem feito para seguir evoluindo.

Um dos principais fatores é a aposta em trabalho mental. "Medito praticamente todo dia para canalizar a energia e conseguir manter bem a concentração", disse Wild após sua estreia no Circuito Internacional de Tênis, em São José do Rio Preto. O jovem jogador, que não se intimida com o fato de ter vencido apenas um jogo neste começo de ano. "Não estava me sentindo bem na quadra. Isso acontece com qualquer tenista, mas não muda nada. O processo continua o mesmo e os objetivos também", afirma. "Ninguém consegue manter um nível de tênis espetacular a vida inteira".

Veja os destaques da entrevista de Thiago Wild.

Você terminou o ano passado muito bem, ganhando do Jarry no challenger do Rio, mas começou o ano com apnas uma vitória no profissional durante os primeiros meses. Como você avalia esse começo de temporada?
Acho que ninguém consegue manter um nível de tênis espetacular a vida inteira. Eu joguei torneios mais fortes do que eu vinha jogando, inclusive dois ATPs. Os futures na Europa estavam bem duros. Eu estou como 600 do mundo, então acabava entrando na rabeta da chave, como um dos últimos. Os torneios estavam muito mais fortes que os do ano passado, peguei jogos duros, não estava me sentindo bem na quadra. Isso acontece com qualquer tenista, mas não muda nada. O processo continua o mesmo e os objetivos, também.

Você sempre foi um jogador vibrante e intenso em quadra. Faz algum trabalho psicológico para transformar isso em coisas positivas?
Faço um trabalho mental com uma psicóloga esportiva. E medito praticamente todo dia para canalizar a energia e conseguir manter bem a concentração. É um problema que eu tenho. Perco a concentração muito rápido.

A partir do ano que vem, os torneios futures não darão mais pontos no ranking da ATP. Você tem debatido esse assunto com sua equipe e o quanto isso pode mexer com seu calendário já este ano?
Pretendo jogar só challengers no segundo semestre, justamente para ficar fora desse ranking de transição e não precisar jogá-lo. Acho que é uma coisa bem palpável, porque estou jogando bem, venho crescendo e posso muito bem jogar só challenger a partir do segundo semestre.

Como será seu planejamento para essas semanas com os futures no Brasil e os preparatórios para o juvenil de Roland Garros?
Eu vou jogar os quatro futures no Brasil, aí passo uma semana no Rio e vou para Roland Garros. Não vou jogar nenhum torneio juvenil.

Qual será sua meta para o restante da temporada?
É uma meta que eu estipulei no ano passado, terminar entre os 200 do mundo. Acho que é uma coisa palável até o final do ano. Preciso de alguns resultados bons, como todo mundo que quer subir precisa, mas acho que esse é o objetivo principal.

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