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Ferrer: 'Pode ser uma de minhas últimas na Davis'
04/04/2018 às 15h11

Ferrer já foi o terceiro melhor no ranking da ATP

Foto: Divulgação

Valência (Espanha) - Já do alto de seus 36 anos de idade, o espanhol David Ferrer sabe que cada grande momento no circuito pode não mais se repetir no futuro. Convocado para defender seu país neste fim de semana pelas quartas de final da Copa Davis, ele comemora a oportunidade dada pelo capitão Sergi Bruguera mesmo não estando mais na sua melhor forma.

“Sou consciente de que pode ser uma de minhas últimas vezes, pois já tenho 36 anos e fiz muito pelo tênis. Não sou mais top 10 e fico muito feliz em estar entre os convocados para enfrentar a Alemanha”, falou o atual 33 do mundo em entrevista ao Marca. Ele espera poder aproveitar a chande e levar a ‘Armada’ para a semi e quem sabe conquistar a Davis mais uma vez.

“É uma das últimas oportunidades para jogadores como (Fernando) Verdasco, Feli e eu mesmo. Jogamos as quartas de final em casa e a equipe está em grande forma”, comentou Ferrer, que terá ao seu lado um time de peso. Também foram chamados o número 1 do mundo Rafael Nadal, os top 20 Pablo Carreño e Roberto Bautista e o versátil Feliciano López, outro veterano espanhol.

Ferrer também esteve no grupo que venceu a Grã-Bretanha na primeira rodada, mas não chegou a entrar em quadra e se diz tranquilo quanto à possibilidade de seguir apenas como opção. Ele também destacou a importância de jogar em Valência, onde mora atualmente, em um momento em que espera para ser papai em breve.

“Já joguei em outras Plaza de Toros, como em Las Ventas, Madri e Córdoba, mas me faltava de de Valência. Além do mais, minha esposa Marta está a semanas de dar a luz e se fosse em outro lugar eu provavelmente não iria jogar”, falou o espanhol.

Ao comentar a proposta de mudança radical da Copa Davis para 2019, fazendo o Grupo Mundial ser disputado de uma vez só no fim da temporada e em local único, ele apoiou a sugestão do presidente da ITF. “É muito difícil conciliar a Davis com o calendário individual. Ser no fim do ano não é a melhor opção, mas no geral acaba sendo a saída para a maioria dos jogadores”, avaliou.

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