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'Não olho para quem está do outro lado', diz Osaka
17/03/2018 às 12h21

A jovem japonesa já eliminou três jogadoras que lideraram o ranking

Foto: Divulgação

Indian Wells (EUA) - Algoz de Maria Sharapova, Agnieszka Radwanska, Karolina Pliskova e Simona Halep no caminho até a final do WTA Premier de Indian Wells, Naomi Osaka conta que tenta evitar pensar nas adversárias que enfrenta para focar apenas em seu jogo. A japonesa de 20 anos e 44ª colocada acredita que esse a chave para tantas vitórias sobre adversárias expressivas no circuito.

"Eu não gosto de olhar demais para quem está do outro lado da quadra porque isso afeta meu foco", disse Osaka após vencer Halep por 6/3 e 6/0 na madrugada deste sábado.

"Fiquei um pouco surpresa, especialmente o início do segundo set, porque sinto que ela me deu pontos de graça, mas não tentei pensar muito sobre isso", acrescentou a japonesa sobre a facilidade com que derrubou a número 1 do mundo.

Osaka havia perdido os três duelos anteriores contra Halep, um deles no Australian Open deste ano, e conta o que fez de diferente. "Eu realmente tentei ser consistente. Penso que na Austrália eu cometi muitos erros, e eu meio que entreguei o jogo, então eu tentei ser um pouco irritante e colocar mais devoluções em quadra".

A japonesa precisou salvar quatro break points no último game da partida, quando sacava para fechar, e ficou aliviada por definir a vitória em seu serviço. "Eu estava nervosa antes do jogo, mas fiquei feliz de poder fechar com meu saque sem ter que quebrá-la novamente. No final, eu tentei fazê-la jogar a primeira bola, então eu saquei mais devagar".

Osaka disputará apenas a segunda final de sua carreira e ainda luta por seu primeiro título na WTA. A jovem jogadora tenta se acostumar com o ambiente das fases finais de torneios e brinca com a siuação. "É um pouco solitário estar na final porque já não tem tantas pessoas por aqui, mas é legal porque sobra mais sushi e eu posso pegar a hora que eu quiser".

"Ganhar o torneio seria bom, mas não estou tentando me pressionar. Todas as jogadores que enfrentei aqui sofriam com pressão sobre elas porque eram cabeças de chave, então estou tentando não fazer isso comigo mesma", explicou a japonesa que derrotou quatro grandes nomes do circuito no caminho até a final.

Treinada desde o fim do ano passado por Sascha Bajin, que foi rebatedor de Serena Williams, Victoria Azarenka e Caroline Wozniacki, Osaka conta que a experiência do seu técnico com ex-líderes do ranking contribui para sua evolução. "Tenho certeza de que Sasha já esteve em várias finais, então ele tem experiência nesse tipo de situação".

A final marcada para às 15h (de Brasília) do próximo domingo terá dois expoentes da nova geração. Osaka terá um confronto inédito contra a russa de 20 anos e 19ª do ranking Daria Kasatkina, que é adepta de um jogo com muitos recursos e variações. "Eu sinto que vai ser muito interessante, porque ela tem um estilo de jogo completamente diferente do meu", avaliou a número 44 do mundo. "Acho que estamos na final deste tipo de torneio pela primeira vez, então vai ser divertido".

A japonesa também falou sobre a relação com a família. "Quando eu era pequena, eu jogava principalmente para dar orgulho para a minha mãe. Minha família significa muito para mim. Eu ligo para a minha irmã quase todos os dias".

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