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Bouchard ganha processo que movia contra a USTA
23/02/2018 às 14h13

Processo de Bouchard contra a USTA já corria há mais de dois anos

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - O processo que Eugenie Bouchard movia contra a United States Tennis Association (USTA) teve resultado positivo para a jogadora canadense. Um júri determinou que a entidade foi negligente no episódio que causou um acidente com Bouchard em uma sala de fisioterapia durante o US Open de 2015.

Bouchard escorregou em uma substância que foi aplicada no piso daquela sala, caiu e bateu a cabeça. O acidente causou uma concussão na tenista, que precisou desistir da competição e não disputou nenhum jogo completo até o final daquele ano. Ainda que ela tenha voltado ao circuito no ano seguinte, Bouchard não repetiu os resultados que a levaram ao quinto lugar do ranking em 2014.

A tenista exige uma indenização por danos físicos e emocionais causados pelo acidente e pelo andamento do processo, que tramitou durante dois anos e meio. Além disso, a canadense alega que o episódio comprometeu seus ganhos dentro e fora de quadra. Como o júri entendeu que 75% da responsabilidade cabem à USTA e 25% a Bouchard, a entidade pode pagar apenas 75% do valor que for determinado na sentença.

Nesta sexta-feira será iniciada a fase indenizatória do processo no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York. As audiências irão determinar o valor que deve ser pago a Bouchard. O advogado da tenista Benedict Morelli disse ao New York Times que não tem um valor em mente, mas espera uma reparação milionária a fim de "recuperar todas as receitas diferentes que ela perdeu".

A fase de depoimentos do processo aconteceu ao longo desta semana. Bouchard foi ouvida na última quarta-feira. Em dias anteriores, prestaram depoimento o diretor de torneio do US Open David Brewer e três funcionários dos vestiários. Já na última quinta-feira, a única testemunha ouvida foi Kristy Stahr, fisioterapeuta da WTA durante o torneio.

Em seu depoimento, Bouchard disse que pediu para tomar um banho de gelo após uma partida na noite em que aconteceu o acidente, mas que todos os fisioterapeutas já haviam ido embora. Os jogadores precisam passar pela sala de fisioterapia para chegar às banheiras de gelo.

Sob interrogatório, Stahr reconhece que a equipe pensou que a tenista já havia saído, mas refutou a alegação da canadense de que os jogadores são encorajados a passar por esse procedimento desacompanhados. A fisioterapeuta explica apenas que alguns atletas entram sozinhos naquela sala para executarem tarefas simples, como encher uma bolsa de gelo.

O advogado da USTA Alan Kaminsky disse que o procedimento adotado naquela noite é o mesmo para qualquer dia de torneio. "Se fomos negligentes naquele dia, nós somos negligentes todos os dias há 30 anos". Kaminsky se mostrou aberto a dividir a responsabilidade pelo acidente com Bouchard, mas que acredita que a parcela de culpa da tenista deveria ser maior.

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