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Para Nadal, baixa umidade é a única boa notícia
19/01/2018 às 13h08

Espanhol comparou as condições de Melbourne com as do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Diante do forte calor dos últimos dias em Melbourne, Rafael Nadal acredita que há apenas um boa notícia. A baixa umidade na Austrália evita que as condições em quadra fiquem ainda mais exigentes para os jogadores que atuam no primeiro Grand Slam da temporada.

"Há uma coisa positiva, e apenas uma: Não tinha umidade, estava seco. Isso faz uma grande diferença. Mesmo que esteja muito quente, na minha opinião é mais difícil, por exemplo, jogar no Rio de Janeiro que aqui, porque lá a umidade é muito alta e faz quase o mesmo calor. Essa é a única coisa positiva".

Mesmo jogando à noite nesta sexta-feira, quando venceu o bósnio Damir Dzumhur por 6/1, 6/3 e 6/1, o líder do ranking mundial falou sobre a situação que comprometeu o desempenho de alguns jogadores. "Às vezes não é seguro o suficiente. As condições estavam muito difíceis ontem e hoje"

"Às vezes pode ficar perigoso para a saúde. Não é bom ver os jogadores que sofrem tanto em quadra. É perigoso porque você pode às vezes perder o controle de seu corpo quando está quente. Mas você está nas mesmas condições que seu oponente", completa o espanhol de 31 anos.

Nadal agora se prepara para enfrentar o argentino Diego Schawrtzman, 26º do ranking, a quem derrotou nos três duelos anteriores. "Ele é um grande jogador, teve uma temporada incrível no ano passado e começou este ano jogando muito bem. Ele já ganhou três partidas aqui, jogando novamente em um nível muito alto e é um jogador muito completo".

"Sendo honesto, ele é um jogador que, se eu não jogar o meu melhor, provavelmente não vou ganhar. Ele é um jogador que tem todos os golpes, grande controle da linha de base e não erra tanto. Ele é capaz de mudar as direções de forma fácil, já chegou às quartas de final no US Open e está nas oitavas aqui".

Questionado se o fato de jogar mais tarde que seu próximo adversário comprometeria seu tempo de descanso, o espanhol afirma que não. Especialmente porque os Grand Slam possibilitam que os atletas não atuem em dias consecutivos. "Sendo sincero, se você tem um dia livre não faz tanta diferença. Você está nas mesmas condições do que seu oponente. Agora se eu tivesse que jogar no dia seguinte, isso provavelmente faria diferença".

O número 1 do mundo comemorou o desempenho na boa vitória sobre Dzumhur. "Foi uma boa partida. Quando você vence por 6/1, 6/3 e 6/1 na terceira rodada, é sempre um ótimo resultado. Sem jogar bem, isso não seria possível. Fico feliz por em passar de fase e em estar nas oitavas. Já é uma boa notícia".

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