Notícias | Dia a dia | Australian Open
Wozniacki se sente melhor hoje que quando era nº 1
14/01/2018 às 12h21

Número 2 do mundo, Wozniacki pode voltar à liderança depois de seis anos

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Em seu melhor momento na carreira desde que liderou o ranking entre outubro de 2010 e janeiro de 2012, Caroline Wozniacki diz que se sente uma jogadora melhor atualmente se comparado aos tempos em que era a número 1 do mundo. Aos 27 anos, a atual vice-líder no ranking acredita que sua constante evolução foi o segredo para permanecer competitiva por tanto tempo.

"Acho que eu melhorei em tudo. Não é nada muito drástico, mas ao mesmo tempo são pequenas melhorias o tempo todo", disse Wozniacki aos jornalistas em Melbourne. "Quando você está no centro das atenções e sempre joga em grandes quadras, todas as jogadoras te conhecem e querem ganhar de você".

"Você se torna um alvo e elas tentam encontrar novas maneiras de vencê-la. Você tem que continuar melhorando, encontrar uma maneira de permancer à frente deles", avaliou a jogadora que ainda busca seu primeiro Grand Slam. "É muito mais fácil quando você é pouco conhecida e as pessoas ainda não sabem muito sobre seu jogo. Você pode simplesmente entrar no radar. Aqui você tem que estar um passo à frente o tempo todo".

"Isso é o que torna o tênis divertido. Você nunca é perfeita. Há sempre coisas em que você pode trabalhar. Você tenta ser perfeito, mas não é possível", complementou a dinamarquesa, que tem como melhor campanha no Australian Open a semifinal alcançada em 2011, quando chegou a ter um match point, mas permitiu a virada à chinesa Na Li.

Wozniacki venceu dois títulos e disputou oito finais no ano passado, com destaque para a inédita conquista no WTA Finals, e já começou 2018 com o vice-campeonato em Auckland. "Eu acho que tive um ótimo ano passado, o que me deixa muito orgulhosa. Fico feliz por estar aqui e jogando muito bem. Espero poder crescer a partir isso.

Seis anos depois de ter perdido a liderança do ranking, Wozniacki tem chances reais de recuperar a primeira posição, que já ocupou por 67 semanas. Mas a disputa para retomar o posto de número 1 do mundo é colocada em segundo plano pela dinamarquesa.

"Se eu fizer isso, seria incrível, mas se eu não conseguir ainda está ótimo. Já estive lá antes, então não é como se não fosse algo que nunca fiz. É um pouco diferente desta vez, eu suponho", comentou Wozniacki, que disputa a primeira posição do ranking com a atual número 1 Simona Halep, com as ex-líderes Garbiñe Muguruza e Karolina Pliskova, além de Elina Svitolina e Jelena Ostapenko.

Perguntada se sente falta ou se pensa sobre a época em que era a número 1 do mundo, Wozniacki afirma que não é o momento para isso. "Na verdade não, para ser honesta, principalmente porque ainda estou jogando. Acho que, quando eu parar de jogar, poderei refletir sobre minha carreira e olhar para trás. Esse é o momento para isso".

"Hoje tem coisas novas o tempo todo. Sempre um novo foco e um novo torneio. Não quero pensar sobre tênis no meu tempo livre. Há sempre algo acontecendo", explicou a atleta, que aceitou o pedido de casamento do ex-jogador da NBA David Lee.

A estreia de Wozniacki no Australian Open será contra a canhota romena de 29 anos Mihaela Buzarnescu, em jogo marcado para às 6h (de Brasília) da próxima segunda-feira. "Ela não é uma adversária fácil, está jogando muito bem e foi finalista em Hobart nesta semana. Ela é uma canhota e tenta variar o ritmo um pouco. Então não vai ser fácil, mas tenho que fazer o meu jogo".

Comentários