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Mesmo sem Nadal, Rio Open fala em crescimento
11/01/2018 às 12h00

Nadal foi campeão em 2014 e jogou também em 2015 e 2016

Foto: Arquivo
Felipe Priante

Assim como aconteceu no ano passado, o espanhol Rafael Nadal não estará na disputa do Rio Open em 2018. Um dos maiores nomes da história do tênis, o dono de 16 títulos de Grand Slam sempre será uma ausência sentida, mas a organização sabe que o torneio vai além da presença do canhoto de Mallorca e por isso se esforça em não apenas trazer outros nomes de destaque, mas principalmente em mostrar que o evento é muito mais do que só os jogos de tênis.

"Acho que o Nadal cumpriu uma função importantíssima ajudando na construção da marca do torneio nos três primeiros anos e somos muito grato a isso. Estamos construindo uma marca justamente para não ficar dependendo de apenas um jogador", afirma o diretor do ATP 500 carioca Lui Carvalho, que descarta qualquer hipótese de vermos o espanhol neste ano, garantindo que seu calendário está fechado e que apenas não foi divulgado ainda.

Apesar disso, ele não ignora a importância que é ter um astro como o atual número 1 do mundo em sua competição. Em 2017, no primeiro ano sem Nadal no Rio, houve uma queda de venda de ingressos, que segundo Lui se deu em parte pela ausência do canhoto de Mallorca e também pela data ter caído bem no meio do Carnaval.

"Vimos que foi uma data difícil, nosso público ainda é bastante concentrado nos cariocas, com 70% das pessoas vindas do Rio e 30% de fora, mas estamos buscando aumentar isso. Temos que esperar 2018 para ter uma noção melhor, mas o efeito Nadal é muito forte", analisou o diretor do torneio, explicando que por causa das duas variáveis só poderá ter um panorama mais claro depois deste ano.

Para tentar contornar uma ausência tão sentida, a organização corre atrás de nomes novos que atraiam o público para as quadras do Jockey Club Brasileiro. Um dos escolhidos da vez foi o francês Gael Monfils, que fará companhia ao croata Marin Cilic. O suíço Stan Wawrinka também esteve no radar, mas o problema no joelho e a recomendação médica para não ficar mudando de piso frustraram as negociações.

Se as conversas com o número 2 suíço não deram em nada, pelo menos acabaram ajudando em outra presença ilustre, a do britânico Kyle Edmund, que tem o mesmo empresário de Wawrinka e que em 2018 fará sua estreia na competição.

A venda de ingressos estão indo bem segundo a organização. "Estamos com desempenho acima de 2017 e bem confiantes que algumas sessões irão esgotar. Algumas delas já estão ficando perto disso", afirmou Lui.

Com um monitoramento das compras de ingressos ano a ano, a organização do torneio revelou algumas curiosiades no comportamento do torcedor. "No primeiro ano, abriram as vendas e todo mundo comprou sexta, sábado e domingo. Aí o Nadal não chegou na final e outros perderam na primeira rodada e inverteu tudo, compraram segunda terça, quarta e quinta", contou o diretor do Rio Open.

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