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Rio Open projeta crescimento com quadra dura
10/01/2018 às 16h15

Lui Carvalho vê piso duro como melhor opção para a América do Sul

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Sonho antigo da organização do Rio Open, a mudança de piso ainda está longe de ser uma realidade para o ATP 500 carioca, que desde 2016 conversa com a entidade que comanda o circuito masculino tentando trocar o saibro pela quadra dura. Para o diretor do evento, Lui Carvalho, uma eventual troca de superfície poderia melhorar ainda mais o nível dos atletas inscritos na competição.

O exemplo do ATP 500 de Acapulco, disputado uma semana depois do Rio Open e que passou por essa mudança anos atrás é utilizado pela direção do torneio carioca. "Eles tinham uma lista boa quando era no saibro, mas quando foi para dura, algo que faz sentindo no calendário antes de Indian Wells e Miami, dá para ver o que aconteceu. Eles trazem 10 top 20, é uma coisa absurda", disse Lui.

"Hoje em dia você vê a lista de Acapulco e ela é incrível. Eu já vi uma prévia da que vai sair na semana que vem e ela é estrondosa", acrescentou o diretor do evento disputado atualmente nas quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro.

Uma das plataformas utilizadas nas negociações para mudança de piso é o Parque Olímpico construído para os Jogos do Rio, em 2016. Contudo, nem mesmo toda essa estrutura tem sido suficiente ainda para convencer a ATP a mudar a superfícies do torneio, algo que só acontecerá com uma mudança maior envolvendo todos os torneios sul-americanos.

Esta troca do piso nos ATP da América do Sul disputados em fevereiro é apenas um dos três principais pontos discutidos nas reuniões do circuito visando alterações a partir de 2019, junto com a criação do World Team Cup, evento entre nações na primeira semana do ano, e da proposta de fazer os Masters 1000 de Madri, Roma e Xangai em 10 dias, assim como Miami e Indian Wells.

"O Parque Olímpico tem uma estrutura permanente incrível e temos toda vontade do mundo de levar o evento para lá, mas hoje em dia esbarramos no fato de o evento ser no saibro e lá as quadras serem em piso duro. Para mudarmos o torneio para lá precisamos desta mudança de piso", reforça Lui, que acredita em uma futura união do Rio Open com Buenos Aires e Acapulco para trazer jogadores no futuro caso a troca de piso aconteça.

Mesmo ainda sem ter garantia alguma desta mudança, a organização do torneio tem estudado outros eventos que vêm acontecendo no Parque Olímpico, como o Rock in Rio, para tomar como exemplo.

Lui defende o piso duro para os torneios sul-americanos dizendo que assim eles fariam muito mais sentido em um calendário que antecede dois Masters 1000 disputados no sintético. Outro ponto destacado por ele é a concentração de jogadores que gostam de uma superfície mais rápida, facilitando muito na hora de trazer grandes nomes para o ATP 500 carioca.

"Dos top 20, só o (Dominic) Thiem tem os bons resultados mais concentrados no saibro", comentou o diretor do Rio Open, que também aposta no fuso carioca e nas condições climáticas como fatores para ajudar nas negociações. "Sair de Dubai para ir até Indian Wells é uma coisa dura para o atleta. Fora que as condições de Rio, Acapulco e Miami são muito parecidas: quente e úmido. Hoje em dia isso é uma coisa que também se leva muito em consideração", observou.

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