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Bartoli garante que ainda pode jogar em alto nível
22/12/2017 às 12h02

Aos 33, Bartoli disse que Serena é exemplo de que é possível jogar em alto nível

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Depois de anunciar no início da semana que irá voltar ao circuito mundial em 2018, Marion Bartoli garante que ainda pode competir em alto nível. Campeã de Wimbledon em 2013 e afastada das quadras desde agosto daquele ano, a francesa de 33 anos quer seguir o exemplo das irmãs Williams e lutar por títulos.

"Acho que aos 33 anos ainda é possível entrar em quadra e competir contra as melhores do mundo. Serena e Venus Williams são o exemplo perfeito", disse Bartoli em entrevista à BBC.

"Venus conseguiu jogar duas finais do Grand Slam este ano, enquanto a Serena voltará no próximo ano e acho que ambas já disseram que querem jogar até as Olimpíadas em Tóquio em 2020, então eu acho que definitivamente não estou velha para isso", explicou a ex-número 7.

Depois de ter se aposentado, Bartoli teve problemas de saúde e chegou a ser internada no ano passado depois de uma perda significativa de peso causada por infecção viral. Impedida de jogar até mesmo exibições, a francesa prometeu para si mesma que tentaria voltar ao circuito quando estivesse melhor de saúde.

"Foi um longo processo, para ser honesta. Mas tudo começou em 2016, quando eu iria jogar o torneio de lendas em Wimbledon, mas não pude jogar por questões de saúde. As pessoas do próprio clube disseram para mim que seria muito arriscado e pediram para eu não jogar. Aquele foi o pior dia da minha vida. Então eu prometi para mim mesma que quando eu estivesse saudável novamente eu tentaria voltar a competir".

Bartoli também lembra que a razão principal para ter parado de jogar aos 29 anos foi uma lesão no ombro. "Na minha primeira aposentadoria, pouco depois de ser campeã de Wimbledon, tomei uma decisão muito difícil. Eu tinha uma lesão no ombro. Essa era a razão pela qual eu não poderia competir mais".

"Foi algo que partiu meu coração, porque eu finalmente estava conseguindo jogar meu melhor tênis, ganhar um Grand Slam e me sentir confiante em quadra. E de repente tudo mudou de um dia para o outro por causa do meu ombro", comentou a tenista, que jogou só mais dois torneios depois de seu primeiro título de Grand Slam.

Uma das principais incentivadoras de Bartoli foi Kim Clijsters. A belga foi outra jogadora que se aposentou precocemente e decidiu voltar ao circuito, conquistando três de seus quatro títulos de Grand Slam e voltando a liderar o ranking na segunda fase de sua carreira.

"Eu falei com a Kim um pouco sobre isso, porque quando ela voltou já conseguiu vencer um Grand Slam. Obviamente, não posso me comparar com a Kim, porque ela foi uma jogadora muito melhor que eu muito mais privilegiada fisicamente".

Depois de afirmar que pretende voltar às quadras durante o WTA Premier de Miami, no final de março, Bartoli explicou que ainda não tem uma definição sobre quando será seu retorno. Ela garante que só entrará em um torneio quando tiver plenas condições de jogar.

"Eu não querdo voltar para a quadra enquanto eu não me sentir pronta para isso. Quero ter 100% de certeza de que eu posso jogar. Se isso vai demorar algumas semanas ou alguns meses eu não sei. Tudo o que eu sei é que 2018 é o ano que eu quero voltar a jogar".

Embora esteja confiante de que possa brigar pelos títulos mais importantes, o ranking deverá ser um fator secundário para a ex-número 7 do mundo. Afinal, ela já adianta que pretende manter um calendário de competições mais enxuto.

"É claro que não vou ter a mesma programação de quando eu tinha 18 ou 20 anos e costumava jogar de 25 a 30 torneios por ano", explicou a experiente jogadora, que também pretende manter também suas atividades extra-quadra tanto como comentarista de tv quanto no ramo da moda.

"Ainda vou fazer alguns trabalhos como comentarista, apesar de estar jogando e, claro, vou continuar fazendo a minha moda. Eu poderei jogar com minha própria linha de roupas quando de voltar às quadras e isso me deixa muito entusiasmada e orgulhosa".

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