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Kuznetsova afirma que Bouchard é supervalorizada
16/12/2017 às 09h59

Kuznetsova só voltará ao circuito depois do Australian Open

Foto: Arquivo

Moscou (Rússia) - Depois de aproveitar alguns dias de férias, a russa Svetlana Kuznetsova já retomou os trabalhos e se prepara para 2018. Por causa de uma lesão no punho, que a atrapalho na reta final deste ano, ela não terá condições de disputar o Australian Open e só voltará ao circuito depois do primeiro Grand Slam da temporada.

Em entrevista ao Sport Express, a russa lamentou que a lesão tirou sua chance de fechar o ano com o ranking melhor. "Tive um final de ano conturbado depois de machucar o punho no US Open, não acho que poderia ter brigado pelo número 1, mas com certeza poderia ter terminado a temporada com um ranking melhor", observou Kuznetsova, que reclamou do curto período de descanso.

"Reduziria a temporada, pois o tênis é o único esporte que se joga de janeiro a novembro e em dezembro tem a pré-temporada. Vivo assim há 17 anos e só consigo tirar duas semanas de férias", disse a tenista de Moscou, que não propôs apenas esta mudança no tênis.

"Se pudesse fazer uma mudança, eu acabaria com as partidas de cinco sets dos homens. Nunca vi um jogo completo. Não entendo como os treinadores aguentam ficar cinco horas sentados para acompanhar esses duelos", declarou Kuznetsova, que embora tenha feito um bom ano em 2017 ficou sem conquistas.

Ao falar sobre as companheiras de circuito, a russa alfinetou a supervalorização da canadense Eugenie Bouchard por boa parte da imprensa. "Ela não me incomoda porque é muito simpática, mas só teve um bom ano, em 2014. Pela atenção que a mídia dá para ela, parece que sempre esteve no top 10. Nos grandes torneios ela sempre chama muito a atenção", disparou.

Outra que entrou na discussão foi Maria Sharapova, que para Kuznetsova é um exemplo para muitas jogadoras, que tentam repetir o jogo da compatriota. "Muitas meninas querem ser como Maria Sharapova, principalmente se você é loira, alta e joga um tênis agressivo", afirmou a russa, que fechou falando sobre as acusações que a croata Jelena Dokic fez ao seu pai em sua autobiografia.

"Não li seu livro, mas acredito tranquilamente no que ela disse. Já vi muitas coisas nos bastidores do tênis desde que comecei a jogar. Muitos abandonam seus empregos para viver às custas da criança. O tênis é um esporte muito cruel", finalizou a 12ª no ranking da WTA.

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