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Radwanska: 'Não tem como o ano que vem ser pior'
07/12/2017 às 14h19

Radwanska iniciou o ano na terceira posição do ranking e termina apenas no 28º lugar

Foto: Arquivo

Dubai (Emirados Árabes) - Depois de iniciar o ano no terceiro lugar do ranking e terminá-lo apenas na 28ª posição, Agnieszka Radwanska quer esquecer 2017, mas acredita que é muito difícil que a próxima temporada seja pior. A polonesa de 28 anos teve uma lesão no pé direito e venceu apenas 25 jogos no ano, disputando apenas uma final em Sydney no mês de janeiro.

"Foi um ano muito difícil. Sofri com algumas lesões e com uma virose também", disse Radwanska ao site Sport 360. "Era muito difícil chegar a cada Grand Slam sem a preparação adequada antes dos torneios".

"Eu estava apenas rezando para que a temporada acabasse para eu começar a próxima desde o início. Vamos ver como vai acontecer no ano que vem, mas com certeza não acho que seja pior do que este ano", avaliou a jogadora que terminou oito das últimas dez temporadas no top 10.

Durante a pré-temporada, Radwanska tem mudado algumas técnicas de treinamento e apostado no condicionamento físico. Isso inclui, por exemplo, sessões de corrida na praia, algo que ela não estava habituada a fazer. "É doloroso, mas é uma coisa diferente e é muito bom fazer algo novo".

"Depois de tantos anos no circuito, você já praticou as mesmas coisas milhares de vezes. Então, correr na praia é algo novo. Eu ainda tenho algumas sessões mais na praia, então vamos ver se eu vou sobreviver", brincou a polonesa. "Fisicamente, estou bem até agora, estou saudável e meu pé também está muito melhor do que antes. Tenho trabalhado nisso há muito tempo e espero que esteja muito melhor no próximo ano".

A temporada de 2017 teve 43 campeãs em 58 torneios diferentes e os nove maiores torneios do ano foram vencidos por nove jogadoras diferentes. Por isso, Radwanska em 2018 novamente imprevisível e acredita que ainda há espaço no circuito para tenistas adeptas de seu estilo de jogo.

"Tem muitas meninas jogando bem. Como podemos ver, foram vários nomes diferentes vencendo os grandes torneios, algo que não vimos antes. Com certeza o próximo ano será muito interessante e desafiador. Todo torneio tem uma história diferente e o tênis feminino provou isso".

"Há uma nova geração com golpes muita potentes, mas ainda há jogadoras parecidas comigo. Sempre haverá dois estilos diferentes de tênis no circuito", explicou a atleta de 28 anos, que aposta em pontos com construção mais longa do fundo de quadra, aliados a slices e subidas à rede.

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