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Dokic relembra abusos do pai enquanto jogava
14/11/2017 às 09h21

Dokic foi semifinalista de Wimbledon em 2000

Foto: Arquivo

Sydney (Austrália) - Ex-número 4 do mundo, a australiana Jelena Dokic lançou 'Unbreakable', uma autobiografia em que relembra os altos e baixos da carreira. Entre os piores momentos estão os abusos sofridos pelo pai, que também era o seu treinador, Damir Dokic, que segundo a jogadora não apenas a agredia verbalmente mas também fisicamente

"Ele me batia muitas vezes. Começou basicamente no primeiro dia em que joguei tênis e seguiu praticamente por todos os dias seguintes", disse Dokic em entrevista ao The Sunday Telegraph, lembrando que a pior surra que levou foi no Canadá, em 2000, quando chegou a ficar inconsciente.

"São lembranças muito desagradáveis que vão ficar comigo para sempre. Naquele dia eu apanhei tanto que acabei desmaiando. Ele não apenas me batia, mas também puxava minhas orelhas e também me agredia verbalmente, dizendo coisas muito pesadas para uma criança de 11 ou 12 anos. Não era uma dor apenas física, mas também mental e isso machucava mais ainda", contou Dokic.

A australiana destacou que as agressões não paravam nem nos bons momentos. "Quanto melhor eu jogava pior ficava, o que eu não conseguia entender", falou a dona de seis títulos na WTA, que revelou os abusos do pai pela primeira vez em 2009. Isso culminou em uma reação explosiva de Damir, que ameaçou o embaixador da Austrália na Sérvia e acabou sendo preso.

O pai também a obrigou a mudar de nacionalidade em 2001, trocando a Austrália pela Iugoslávia. "Se eu pudesse voltar no tempo, gostaria de mudar isso. Alguns anos depois eu voltei a jogar pela Austrália, mas o dano já estava feito", observou a tenista de 33 anos, que se aposentou em 2014 e agora trabalha como comentarista em uma TV australiana.

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