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Time brasileiro da Copa Davis não terá mudanças
22/09/2017 às 08h44

O capitão João Zwetsch tem a confiança do presidente da Confederação

Foto: Arquivo

Florianópolis (SC) - Apesar da desclassificação diante do Japão e de polêmicas surgidas na convocação do grupo que foi a Osaka e perdeu do Japão, não haverá mudanças no comando técnico do time brasileiro da Copa Davis. A garantia foi dada pelo presidente da Confederação Brasileira, Rafael Westrupp, que acredita no trabalho que tem sido realizado pelo capitão João Zwetsch.

"Tenho total confiança nele", garantiu o dirigente. "A derrota para o Japão aconteceu fundamentalmente em função da ausência de (Thomaz) Bellucci. Com ele em Osaka, o resultado poderia ter sido diferente". O Brasil ganhou apenas a partida de duplas e perdeu as três de simples disputadas por Thiago Monteiro e Guilherme Clezar. "Não contamos com o grupo ideal e isso às vezes acontece. Zwetsch vem desenvolvendo um bom trabalho há muito tempo e, a rigor, o único resultado fora do padrão foi a derrota em casa para a Croácia".

Westrupp afirma que o capitão tem total autonomia para decidir a convocação, através de sua análise técnica das condições do confronto. O presidente acompanhou todo o processo de aviso da convocação e treinamento dos atletas, descartando problemas dentro do grupo.

"Estava no US Open junto com Zwetsch e de lá ele anunciou a convocação. Logo que Bellucci perdeu e avisou que não poderia ir ao Japão, o capitão conversou com Rogério (Silva), que estava sabendo desde o final de julho que não estava nos planos da equipe para este confronto. Ele jamais colocou dificuldades nisso. Quando foi perguntado se poderia ainda ir a Osaka no lugar de Bellucci, ele explicou que já tinha feito calendário e até alugado caso para treinar na Argentina, e todos entenderam".

Sobre o gesto de Guilherme Clezar, o próprio atleta se desculpou e explicou mais tarde que sua intenção era questionar outra marcação errada de um juiz de linha na partida. "Foram três falhas grotestas consecutivas dos juízes e eu próprio pedi ao árbitro geral para que tomasse alguma atitude, que culminou na troca dos juízes ao final daquele set. Todos nós do time só soubemos da polêmica no dia seguinte, quando Clezar começou a receber mensagens no celular. A CBT seguiu a hierarquia, acatando toda e qualquer decisão da ITF. Se fosse decidido por desclassificar o atleta ou por aplicar uma multa ou ainda as duas penalidades ao mesmo tempo, a CBT acataria de imediato, deixando o julgamento para o Comitê da Davis, que fica em Londres e não possui interferência de países. A ITF decidiu pela multa de 1.500 dólares que será paga pelo jogador".

Mas essa não foi a única polêmica em Osaka. Houve ainda o caso do vídeo publicado em rede social sobre a comemoração do aniversário de Zwetsch, em que o nome de Kei Nishikori é 'cantado' várias vezes pelo grupo brasileiro e um palavrão escapa no final. O presidente assumiu a culpa pelo erro. "Foi um descuido digital meu", admite. "Fizemos vários vídeos no restaurante e não conferi o vídeo por desatenção antes de postar na página. Se eu tivesse visto que havia um palavrão no vídeo, jamais teria pubicado, sendo presidente da CBT ou não", argumenta.

Sobre a constante menção ao nome de Nishikori, o dirigente explica que era um tom de brincadeira. "Nishikori foi quem deu a dica para o restaurante, mas fomos no restaurante errado. Aí surgiu a brincadeira de falar o nome dele o tempo todo, principalmente quando chegavam os pratos. Só mais tarde descobrimos que existem dois restaurantes com o mesmo nome e fomos no errado. Peço desculpas pelo erro da publicação que, com certeza, jamais acontecerá novamente".

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