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Nadal fatura o terceiro US Open e o 16º Grand Slam
10/09/2017 às 19h53

Nadal conquistou o Slam nova-iorquino nos anos de 2010, 2013 e 2017

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Pela terceira vez, Rafael Nadal é campeão do US Open. Vencedor nas edições de 2010 e 2013, o número 1 do mundo confirmou seu amplo favoritismo na final contra o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 10 e atual 32º do ranking, ao marcar 6/3, 6/3 e 6/4 em 2h25 de partida. A quinta vitória de Nadal diante de Anderson, que voltará ao top 15 do ranking, mantem o perfeito retrospecto do espanhol contra o rival e assegurou o 16º título de Grand Slam da carreira aos 31 anos.

Com dezesseis títulos de Grand Slam, Nadal precisa de mais três para igular o recorde de 19 conquistas de Roger Federer. Os dois rivais dominaram os Slam na temporada, com títulos do suíço na Austrália e em Wimbledon, e do espanhol em Roland Garros e US Open. Em terceiro na lista aparece o já aposentado Pete Sampras, enquanto a maior ameaça em atividade é Novak Djokovic com doze conquistas.

As três conquistas no US Open fazem com que Nadal se iguale a John McEnroe, como o quinto maior vencedor do Slam americano na Era Aberta. Os recordistas são Pete Sampras, Jimmy Connors e Roger Federer com cinco, enquanto Ivan Lendl venceu o torneio quatro vezes.

Esta é a quarta vez que Nadal vence mais de um Grand Slam no mesmo ano. Ele conquistou três seguidos em 2010 (Roland Garros, Wimbledon e US Open) e fez dois em 2008, 2013 e na atual temporada. A temporada de 2017 foi a terceira em que o espanhol jogou três finais de Grand Slam no mesmo ano, ao lado de 2010 e 2011.

Nadal também passa a integrar o grupo de jogadores que venceram ao menos dois títulos de Grand Slam depois dos trinta anos. Ele se junta a Andre Agassi, Jimmy Connors e Stan Wawrinka com dois. Roger Federer tem três conquistas, enquanto Rod Laver e Ken Rosewall acumularam quatro troféus de Slam depois do trigésimo aniversário.

Ao conquistar seu 74º título na elite do circuito, Nadal encerra um jejum de títulos em quadras de piso duro que já durava desde janeiro de 2014, em Doha. Ele agora também precisa vencer mais três torneios de nível ATP para se igualar a John McEnroe como o quarto maior vencedor da Era Aberta.

Dono de mais de US$ 86 milhões em premiações de torneios, sendo US$ 7,5 milhões obtidos até aqui na atual temporada, Nadal irá somar outros US$ 3,7 milhões pelo título em Nova York. Anderson, que ficou com o vice, receberá US$ 1,825 milhão pela grande campanha. Na carreira, o sul-africano tem acumulado US$ 8,272 milhões.

Nadal não deixou Anderson respirar em nenhum game de serviço durante o set inicial. O sul-africano teve que jogar incríveis 58 pontos no saque, dos quais 28 foram vencidos pelo espanhol, que criou break points em quatro dos cinco games. Era questão de tempo para que Nadal obtivesse a quebra após uma dupla falta e um erro de forehand do rival no sétimo game e ampliasse a vantagem dois games mais tarde.

Depois de ter perdido apenas quatro pontos em seu saque durante o primeiro set, Nadal cedeu somente três no segundo. Como era esperado, o espanhol tinha ampla vantagem nos momentos em que as trocas ficavam mais longas e Anderson só equilibrava as ações quando encaixava bons saques. Com apenas 36% de primeiros serviços, Anderson dependeu do segundo serviço em 14 pontos durante a parcial. Nadal venceu metade desses pontos e só errou duas bolas em todo o set, contra 17 do rival, para ficar mais perto da vitória.

Uma quebra na abertura do terceiro set deu a tônica de que Nadal não iria dar uma oportunidade sequer. Ainda que Anderson tivesse feito bons games de saque posteriormente, Nadal seguia sem ser ameaçado. O espanhol também mostrou um incrível desempenho na rede, ao vencer todos os 15 pontos nas vezes em que subiu. Diante de uma vitória iminente, Nadal jogou solto e exibiu seu melhor tênis para conquistar Nova York pela terceira vez.

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