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Stephens agradece à mãe e celebra amizade com Keys
09/09/2017 às 19h37

Stephens e Keys são amigas de longa data no circuito

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - A emoção e amizade entre as duas finalistas tomou conta da cerimônia de premiação do US Open após a vitória de Sloane Stephens por 6/3 e 6/0 sobre Madison Keys. Stephens, que conquistou seu primeiro Grand Slam relembrou os momentos difíceis que passou, agradeceu ao apoio da mãe, Sybil Smith, e da equipe e ficou feliz por dividir o momento com sua melhor amiga.

"Minha mãe é incrível e acho que os pais não recbem o crédito suficiente", disse Stephens durante a premiação. "Nós tivemos uma longa jornada juntas. Quando eu tinha 11 anos, um treinador da academia disse a ela que eu teria sorte se jogasse a Divisão II... Pais, incentivem sempre seus filhos!"

Stephens ficou onze meses longe das competições, entre agosto do ano passado e julho deste ano, para tratar de uma lesão no pé esquerdo. Quando foi constatada uma fratura por estresse, ela precisou de cirurgia.

"É incrível. Fiz uma cirurgia no dia 23 de janeiro e, se alguém me dissesse que ganharia o US Open, eu diria que era impossível. Minha jornada para chegar aqui e só foi capaz com uma grande equipe, que eu não trocaria por nada no mundo", lembrou a americana, que manteve a parceria com o técnico Kamau Murray mesmo no tempo em que estava machucada.

A jogadora de 24 anos destacou a amizade que possui com Keys. "Maddie é uma das minhas melhores amigas no circuito, talvez a melhor amiga. Não poderia haver uma pessoa melhor para eu jogar contra num momento tão especial. Eu disse a ela que eu desejava que pudesse ter sido um empate e sabia que ela diria o mesmo para mim. Então jogar contra ela hoje foi incrível, e é isso que é representa uma amizade real".

Superada por Stephens na final, Keys também enalteceu a amizade com a campeã. "Sloane é verdadeiramente uma das minhas pessoas favoritas e poder jogar contra ela foi realmente especial. Obviamente eu não joguei meu melhor tênis e fiquei muito desapontada, mas Sloane foi muito solidária. Se houvesse alguém para quem eu tivesse que perder hoje, fico feliz que seja ela".

A jovem de 22 anos também teve uma história de superação depois de duas cirurgias no punho esquerdo. "Eu tive um ano muito interessante. O começo foi realmente difícil, fiz uma cirurgia no meio, mas o tempo todo eu tive um incrível comigo e eles me ajudaram a chegar lá. Minha mãe está aqui e ela me ajudou demais. Se me dissessem há dois meses que seria finalista do US Open, eu ficaria muito feliz e orgulhosa de mim mesmo".

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